quinta-feira, abril 22, 2010
TER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO!
Nós vamos todos falecer,
Patinar, bater as botas...
E é verdade que esse é o grande sentido da vida: Uma dinâmica evolutiva pela constante renovação do ciclo vida e morte, seja lá isso o que for....
Hoje os meus átomos têm esta forma, amanhã, quiçá, farão parte de um corpo celeste qualquer.
Baril!
Isso não deve preocupar-nos ao ponto de nos tirar o sono.
De resto, o maior problema ocorre no período compreendido entre o nascimento e o momento da morte.
Esse é o período durante o qual é costume... viver-se.
Donde, viver é acordar todos os dias entre aqueles dois momentos: O do nascimento e o da morte.
A chatice é que nós, os humanos, temos o péssimo hábito de querermos ser felizes.
E parece que uma pessoa sozinha não consegue lá grande felicidade (se bem que há umas sex shop com produtos já muito evoluídos... naahhh, tou a brincar).
E tivemos então - historicamente, claro - a tendência para a agregação, a vida em sociedade, num impulso proveniente, creio, da nossa natureza humana, embora sempre num registo de voluntariedade.
Hoje, porém, já não é uma opção.
Com o planeta a encolher, cada vez mais e mais pequeno, dispensamos a agregação voluntária e impomo-nos uns aos outros sem quaisquer cerimónias.
E daí que resta constatar que estamos condenados a viver em sociedade, querendo ser felizes, mas nem sempre alcançando tal felicidade (que brilhante e original conclusão!).
Tempos houve em que à felidade bastava o amor e uma cabana.
Para os não platónicos e os não zoofófilos, adicionalmente talvez também uma mulher ou um homem.
Mas isso era no tempo em que nós os humanos eramos o que eramos.
Actualmente, já não somos o que somos: Somos o que temos.
Por isso se diz: "Ele é um zé-ninguém, não tem onde cair morto..."
Neste afã pelo ter, a maior parte das pessoas esquece-se de ser.
E bem! É que embora seja, não tendo não é!
Mas se tem, logo, existe!
Fascinante!
Portanto, há quem seja e é porque tem e há quem seja e não é porque simplesmente não tem.
Donde, quem tem sempre é e quem é, não tendo, acaba por não ser (conclusão genial!).
E é aqui que entra a famosa questão: TER OU NÃO SER!
Na verdade, a questão continua a ser a de saber
"Se mais nobre é em mente suportar
Dardos e flechas de ultrajante sina
Ou tomar armas contra um mar de angústias
E firme, dar-lhes fim.".
(Ó Shakespeare, saíste-me cá um revolucionário do caneco, pá!!!)
Bom, não interessa...
De qualquer modo, em Portugal já ninguém tem estaleca para tomar armas contra um mar de angústias e, firme, dar-lhes fim.
De resto, em Portugal, a questão é apenas esta: TER OU NÃO SER e mai nada!
Em resposta a essa questão, surgiu no nosso querido e bem amado país a teoria da concentração dos inúteis tenentes.
De entre os inúteis, há um grupo de brilhantes inutilidades que são apenas porque têm (e por isso são tenentes).
Têm por hábito reunir-se em S. Bento (pensavam os caros leitores que se livravam, não!?).
E o que é que isso tem a ver com vida e felicidade? perguntam os meus caros amigos.
Eu sei lá!!!
Bem, certo certo é que com um pouco de sorte apanhamos com os inúteis mais inúteis, que são o que têm e, por isso mesmo, querendo sempre ter mais e mais, perdão, querendo ser mais e mais, se dedicam ao gamanço organizado e assalto à coisa pública, porque é onde há mais e mais facilmente à mão...
Assim, contra as vozes que os acusam de ganância e sede de poder, etc, etc, impõe-se reconhecer aqui a verdade: Os inúteis tenentes apenas querem ser, resolvendo assim o dilema de Hamlet, na lusa versão.
Não querem eternizar-se na angústia shakespeariana da omnipresente questão.
Querem, mesmo muito, ser.
E há mesmo quem queira ser muito.
Ora, pode lá negar-se a alguém esse nobre desiderato?
Claro que não!
O pequeno problema é que à força de os inúteis tenentes açambarcarem tanto ser, nós outros ficamos diminuídos na nossa capacidade de termos alguma felicidade, pá!
Mas, vá lá, não é assim tão mau!
Resta-nos viver, ou seja, acordar vivo todos os dias.
Bem bom!
Cá por mim já decidi: Vou à sex shop!
A gaita é que, mesmo na sex shop, para se ser alguém é preciso ter algum...
terça-feira, abril 20, 2010
AUTO-RETRATO
Obrigado, caro J, pela partilha.
Apesar de ter alguns leitores (o contador é como o algodão...) só uns atrevidotes ultrapassam a fase do divertimento mórbido voyeurista e se elevam ao plano da cumplicidade expondo-se em todo o esplendor do seu anonimato.
Afinal, nós, os anónimos, não existimos.
Mas deixamos marca.
J disse...Sou jovem e já reparei que Portugal não tem nada para oferecer. Não oferece emprego com salário digno nem esperança qualquer...
Após 17 anos de estudos, mais um Mestrado (desses modernos) de bolonha... só me resta pedir o RSI e juntar-me aos parasitas!
10:23 AM
xavier ieri disse...Este é um blog DODO, ou seja, desconhecido, obscuro, "desquecido e ostracizado" e não esperaria que um jovem aqui viesse e muito menos comentar.
Bem vindo meu caro amigo e não se deixe abater pela quantidade enorme desta substância verde e pestilenta aqui derramada: É apenas o meu vómito, repugnado que estou com este estado de coisas no meu país...
10:10 PM
sábado, abril 10, 2010
TRICOCÉFALOS
1 - O poder ocupado por políticos escandalosamente incompetentes e ávidos de poder;
2 - Um discurso político desfasado da realidade e assente em propaganda;
3 - Um povo na sua maioria em estado de bovinidade atroz.
Historicamente, estes três elementos foram vistos em sociedades governadas por oligarquias comunistas, nazistas e fascistas.
E daí que os estalinismos, os nazismos e os mussolinismos do séc. XX tenham dado no que deram.
À escala do país e da actualidade e mutatis mutandis, a tentativa operada pelo partido e governo socialista no Portugal de hoje, embora apenas tentativa, insere-se naquela linha totalitária de operar em favor da oligarquia e seus interesses e dos seus satélites.
No entanto, de ordem prática, o mais grave é a incompetência generalizada (e se fosse apenas incompetência...!) desta canalha do partido socialista, incompetentes para governar com sentido de Estado e na defesa do Estado social de direito e do interesse público.
Só extremamente forçados pelas circunstâncias e porque começou a ser evidente a incompetência e a corrupção, foi esta mancha negra dita socialista cedendo e acabando por dar o dito por não dito, adiando os anunciados actos de delapidação do erário público decididos em favor dos interesses dos seus apaniguados.
Portugal vive uma época, infelizmente não rara, de incompetência e de charlatanismo político, de corrupção, compadrio e favorecimentos subterrâneos que saltam em cada esquina.
Não admira que Pedro Passos Coelho surja no discurso político como o salvador da pátria.
Será o país capaz de mudar?
Enquanto se olhar para um político como se de um D. Sebastião se tratasse, Portugal não avançará.
Porque o país não avança com D. Sebastiões, mas antes pela mão de uma população activa e proactiva, interessada, comprometida e cúmplice no cumprimento de um desígnio colectivo.
Uma população que queira ser feliz e lute activamente pela sua felicidade.
Um líder ajuda e pode fazer a diferença, mas não é tudo nem é absolutamente decisivo.
A ver vamos...
Entretanto, a tarefa imediata mais importante é devolver o tricocéfalo alibabá à sua gruta, devidamente acompanhado pela cáfila de tricocéfalozinhos...
sábado, abril 03, 2010
VISÕES HOLÍSTICAS PARA COMPREEENSÕES MICRONIANAS
Note-se que ali se fala da sociedade americana, altamente fiscalizada pelos cidadãos, pelos media e pelas autoridades, sociedade de checks and balances, para a qual a responsabilidade e responsabilização não são palavras vãs.
Ali, apesar de as actividades políticas e privadas se regerem por códigos e leis acima de qualquer suspeita, certo é que há quem, nos partidos políticos, encontre sofisticados meios para o subterrâneo exercício do compradrio e do tráfico de influências.
E se ali era assim, e ainda é em grande medida, imagine-se neste Portugal.
No Portugal que temos, sem verdadeiros instrumentos de combate à corrupção, com a lei do financiamento partidário com mais buracos do que um passador, autoridades públicas permeáveis, por um lado, e sem suficientes meios técnicos e humanos, por outro, com quadros administrativos do Estado de cartão partidário ao peito, com cidadãos estupidificados, sem cultura de exigência, um país maioritariamente composto por chico-espertos ou pela sua alternativa, os desenrascados,
neste Portugal, dizia, será infinitamente mais fácil que a corrupção com origem política e nos políticos seja infinitamente mais presente do em outros países situados num grau superior de civilização e de cultura e consciência cívicas, grau esse ao qual ainda não conseguimos, nós outros, guindar-nos e, pelo andar da carruagem, tarde, se alguma vez, alcançaremos.
Em Portugal temos toda uma classe de políticos recheada de gentalha altamente permeável e proactiva no compadrio, no tráfico de influências, na corrupção, impregnada de parasitas enriquecidos de bens materiais, parasitas que, demagógica e cinicamente, apregoam estar na política por patriotismo e sacrifício pessoal, quando é evidente que antes de entrarem na política não tinham obra nem riqueza e o mais das vezes nem onde cair mortos.
Portugal continua, assim, a ser um pequeno país, só pequeno por ser constantemente delapidado e enfraquecido pelas associações de criminosos em que os partidos políticos foram transformados por muitos políticos sem carácter, sem vergonha, sem princípios e sem valores.
A verdade, em contraponto, é que, ao longo dos anos, alguns políticos que tiveram um discurso sério e vontade demonstrada de querer efectuar a mudança, foram afastados e afastaram-se para a sua vida privada, para os seus negócios, quando perceberam que era impossível remar contra uma tal maré de corrupção, contra uma máquina subterrânea poderosa.
Sobrevivem algumas vozes livres aqui e ali, mas apenas porque encontraram uma forma de não serem ou estarem directamente dependentes do sistema político-partidário e das suas máquinas de influência e corrupção, mesmo pelos seus tentáculos mais privados.
Entretanto, entre a chico-espertice e o desenrascanço lá nos vamos, nós portuguesinhos, arrastando pela lama dos dias, à espera de fins-de-semana com pontes e das férias grandes, rindo-nos alarvemente com o circo mediático dos freeports, das faces ocultas ou dos submarinos ou, pior ainda, banalizando e deixando que tudo se banalize...
Deixa arder...
O que não tem remédio, remediado está...
quinta-feira, abril 01, 2010
ESPELHO MEU, ESPELHO MEU, HAVERÁ PAÍS MAIS CORRUPTO DO QUE O MEU?
Não sei se já repararam que na equação em que se traduz a União Europeia, a corrupção parece ser uma variável nas expressões de todos os países europeus,
com excepção de Portugal,
onde a corrupção é expressão de uma constante...
quarta-feira, março 31, 2010
AUTO-COMISERADOS (leituras não recomendadas a cardíacos)
Para além da depauperada imagem de um povo que deu novos mundos ao mundo (depauperada porque, para além dos factos históricos, é actualmente uma mera imagem e um slogan com efeito equivalente a uma dose de cannabis consumida por um cocainomano em fase terminal), não se vislumbra rasgo de verdadeira vontade, de capacidade ou de atitude vencedora segundo um plano colectivo realista, ambicioso e galvanizador do país no seio da comunidade europeia e mundial.
Pequeninos, também, no pensar e nas ambições, continuamos, como sempre, aliás, pequeninos na existência, numa menoridade confrangedora, numa apatia estúpida, numa conformação que deixa os braços caídos de uma forma simiesca e inglória.
Aceitamos, talvez por cobardia ou mera apatia, que uns tantos construam um mundo de ricos, um mundo à parte e à custa de uma maioria de pobres e remediados.
Há uma certa classe de gente, uma classe enriquecida (rapidamente enriquecida), em grandes cargos públicos e alguns privados (que vivem da coisa pública) que tem um grande nível de vida, para quem todas as portas se abrem;
que tem sempre emprego garantido neste ministério, naquela empresa pública ou naqueloutro instituto público;
cujos filhos frequentam os melhor colégios... privados (a peso de ouro);
e que estudam no estrangeiro (a peso de ouro) e voltam para empregos garantidos, também neste ministério, naquela empresa pública ou naqueloutro instituto público;
uma classe que vai ao estrangeiro tratar-se (a peso de ouro), porque os hospitais portugueses e a saúde pública em Portugal é a miséria que se sabe, com listas de espera que mais se assemelham à lista de clientes de qualquer cangalheiro que, aliás, verdadeiramente acabam por ser!
Despois... depois, meus caros amigos, temos todos os outros portugueses, e com excepção de uns quantos ricos por mérito próprio (bem hajam, pois deve acabar-se com os pobres e não com os ricos por mérito próprio) verifica-se que, uns mais, outros menos, todos estão no mesmo barco,
a pagar impostos,
a ir para as filas dos hospitais,
a barafustar pela qualidade do ensino que é facultado aos seus filhos,
a tentar sobreviver numa sociedade ques lhes nega trabalho, salários dignos e sobretudo o mais básico dos direitos: Uma sociedade com iguais oportunidades para todos, na qual possam realizar-se enquanto pessoas, enquanto seres humanos.
O actual, é o sistema e estado de coisas perfeitos, ou seja:
Um povo sem vontade, sem grandeza e sem atitude;
Um grupo de chico-espertos dominadores e dominantes;
Um grupo de papalvos que os legitima nos poderes e os alimenta a troco de nada ou apenas do mínimo para que possa manter-se manso, submisso, subserviente e produtivo o suficiente para a manutenção da máquina dominante.
Os filhos dos dominantes, dominarão por sucessão, inevitavelmente.
Os filhos dos dominados, dominados permanecerão, pois a sociedade, tal como se configura, está construída de molde a manter os dominados e os seus filhos neste semi-obscurantismo, neste estado larvar da inteligência e estupidificado como convém, completamente controlável e pronto para sofrer sem piar, manietado e tolhido da pior forma: Em auto-comiseração.
No meio de tudo isto, há um grupo de jovens que se apercebe ou intui que este país nada tem para lhes oferecer.
E não é só uma questão de emprego:
É muito mais do que isso!
É uma questão de esperança!
E o que fazem estes jovens?
Isso mesmo: Mandam Portugal à merda e ganham o mundo...
quinta-feira, março 25, 2010
PEC
Para mim, não!
O maior problema é, mais uma vez, o carácter de quem o produziu.
Nem aqui esta caca dirigente é capaz de enfrentar os portugueses e dizer-lhes a verdade.
Escondem-se atrás de discursos semânticos, sem alma, sem grandeza, sem ponta de nobreza, dando o dito por não dito, o feito por não feito.
Mentem! E como mentem!
Espalham os encargos sobre quem menos tem e de quem menos poder reivindicativo dispõe.
Espalham a miséria sobre os já miseráveis.
A escória fétida que ocupa o poder, de tão rançosa, cínica e demagógica, merecia o mesmo destino a que condenam a maior parte de uma população já de si depauperada.
Mas tal destino não lhes está reservado.
Não só porque sabem distribuir papas e bolos e, consequentemente, sempre haverá uns tolos que os suportam, como, por outro lado, o seu futuro está bem assegurado, quer com pensões chorudas, quer com lugares sempre reservados para os boys, quer com as recheadas contas em paraísos fiscais que ninguém sabe como obtiveram.
Um qualquer merdoso sem eira nem beira, vem lá das beiras para Lisboa e com o vencimento de empregadito aqui e ali, depois de secretário de Estado e finalmente de ministro e é vê-los podres de ricos, a comprar fatos em Los Angeles a US$ 50.000!
!!!Como são poupadinhos estes fulanos!!!
Enquanto uma boa parte dos cidadãos, eventualmente a maior, paga e não bufa do seu magro rendimento para uma crise que não criou, no Estado e periféricos gastam-se milhões a trocar as frotas de carrões de luxo por outros ainda de maior luxo!
Ou gastam-se milhões em obras que apenas se destinam a satisfazer as clientelas partidárias.
Ah! País do caralho!
BARRANCO DE CEGOS
E vai continuar a ser.
Um país de cegos.
Porque cego é aquele que não quer ver.
Uma maioria de portugueses não quis ver (e parece continuar a não querer, a crer nas sondagens) que o país tem vindo a ser e continua a ser governado por uma pandilha de gentalha arrivista e chico-esperteira que nunca conduzirá Portugal a porto nenhum, mas apenas a uma deriva que serve apenas os piratas amigalhaços que em qualquer canto espreitam a oportunidade de assaltar o erário público.
Este lixo político, esta imundície trambiqueira, esta gentalha merdosa tem de ser afastada da condução do país.
terça-feira, março 09, 2010
POESIA INOCENTE
No princípio, a realidade
E a realidade se fez semântica
E, sem outra qualidade,
Mera teoria quântica.
O dito por não dito
O feito por não feito
Um árbitro sem apito
Um chico-esperto eleito!
O poder pelo poder
Dos poderes do submundo
Ser eleito requer apenas,
Do perfil, o mais imundo.
É tão grande a orfandade
E a ilusão de tal acerto
Que se julga D. Sebastião
Um qualquer chico-esperto!
A política, um lodaçal!
A verdade, uma quimera!
O Homem, mero animal!
A vida, uma megera!
É esta a triste história
De um país bestial:
De vitória em vitória
Até à derrota final!
Escrito aos 09 de Março do ano de 2010
quinta-feira, março 04, 2010
O GOVERNO JÁ SÓ PRODUZ EFLUENTES
"Isto" é a situação de profunda degradação política e das condições de governação a que se chegou.
A degradação política não é de agora; É antiga, reiterada e em crescendo.
Pior, conjunturalmente, é a degradação da governação e da governabilidade do país.
Parece-me por demais evidente.
Então, se é assim (como eu julgo que é), porque não cai este governo? Porque razão não se substituem estes trambolhos por outros?
Vislumbro apenas uma única razão: Porque o PSD não está preparado para tal!
Vai daí o discursozinho que circula de que o governo não pode agora abandonar o poder e furtar-se ás suas responsabilidades blá blá blá!
TRETA!
Mudem-se os trambolhos e já.
Por dois motivos, pelo menos:
1º, porque, bem ou mal, é absolutamente necessário que o país seja governado!
2º, porque a ilusão da mudança injecta alguma dose de esperança durante algum tempo, o que pode ser relevante na dinâmica da recuperação económica que está no horizonte; Isto, claro está, se um tal governo não for bronco de todo e se a ciência económica estiver certa quando nos oferece a teoria dos ciclos económicos.
Tal como está a situação, vamos apenas assistindo a um triste e degradante espectáculo de sucessivos e mais sucessivos buracos onde, em cada um deles, se afunda o trambolho-mor e o seu governo.
Agora é a Fundação (que mais parece uma fundição de dinheiros públicos) e o Magalhães e os migalhões de euros a voar!
Não há merda nenhuma em que os trambolhos não apareçam metidos ou ligados ou referidos ou de alguma forma relacionados.
Cada cavadela cada minhoca!
Que bem faziam estes trambolhos se rastejassem para debaixo da pedra de onde sairam, e lá ficassem para sempre!
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
TRAGÉDIA
A protecção civil funcionou.
O Governo Regional e o poder autárquico funcionaram.
O Governo central funcionou.
De um modo geral, as instituições chamadas à colação funcionaram.
Finalmente, alguma coisa que funciona bem nesta terra!
Mas a desgraça de uns é a sorte de outros...
Com tudo isto, até parece que o trambolho e os satélites tambolhozinhos são uns anjinhos.
Nada como uma tragédia destas para lavar a imagem de uns fulanoides que vestem agora a pele que institucionalmente lhes compete vestir, sem embargo de tal pele lhes servir também para se apresentarem como cordeiros.
Não são!
São hienas!
É uma questão de tempo até a alcateia se reunir de novo para devorar tudo, sempre com um sorriso e uma vozinha enganadora, quase um choro de criança ofendida...
domingo, fevereiro 21, 2010
UM POVO MOLE!
"De repente, uma pessoa percebe que vive 70, 80 anos.
E desses 70 ou 80 anos, com algum 'azar', apanha governos deste calibre durante anos e mais anos.
Os anos todos!
E percebe que a felicidade pessoal e colectiva se degrada, ainda mais, por acção deste e doutros governos, percebe que muita da infelicidade pessoal e colectiva advém de governação criminosa, de actuação política corrupta, de vivência viciada pela mão dos interesses subterrâneos.
Dependemos, todos nós "outros", da idiossincrasia dos interesses escusos da classe dominante e das suas corrupções.
De nada vale o empenhamento pessoal se, por via corrupta, uma pessoa de bem, uma empresa de bem, se vê afastada de um percurso conquistado a pulso, de um direito, em favor de um qualquer borrabotas bem apadrinhado.
De nada vale o tremendo esforço imposto a uma população já de si depauperada, quando as vias ínvias e corruptas (desde a mais pequena informação privilegiadora de um amigalhaço ao último dos assessores xuxões) sugam ao Estado (a todos nós) mais do que aquilo que se "poupa" pela via da imposição de sacrifícios.
Portugal é, continua a ser, e conjunturalmente por vezes é ainda mais, um país triste, de gente triste.
Triste e alienada.
Aliás, a alienação (v.g., entre muitos outros, pelo fenómeno do consumismo) é talvez a única forma de suportar este país.
Gente, também, iludida!
A ilusão de que, em cada sufrágio, vai mudar alguma coisa.
Como se vê, e a história prova à saciedade, só as moscas mudam!
Alienemo-nos irmãos...".
A história e as estórias repete-se e repetem-se!
Vai uma aposta?
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
ESTAMOS ENTREGUES A TRAMBOLHOS!
Era de prever.
A mediocridade gera apenas mais mediocridade, não sendo de admirar que os medíocres vençam neste país.
Haverá solução?
Haverá...
Mas para tanto é necessário, a meu ver, que haja renovação partidária.
E a renovação partidária não se faz dentro dos partidos políticos.
Porque estamos em democracia, far-se-ia com as forças políticas e os políticos que temos.
Mas não se fará!
Nem com a sociedade civil!
Também não se fará! e o que se fizesse seria sempre transitório; apenas até descambar em situação idêntica à actual.
Estou convencido de que a mudança partidária operante, na sociedade que temos, apenas ocorrerá com a mudança do sistema político- eleitoral, para passar a ser nominal, com rostos e com responsabilidades individuais.
E isso nenhum trambolho quer!
Não querem que se mude algo que os expõe, que os responsabiliza e, acima de tudo, que lhes tolhe os movimentos subterrâneos de favorecimento, a todos os níveis, dos seus donos, compadres, afilhados e quejandos.
Não querem, os trambolhos que enxameiam os partidos políticos, um sistema mais transparente, mais meritocrático e mais directamente responsabilizante.
Querem antes as listazinhas, os lugarzinhos elegíveis, a que se ascende por via, precisamente, da chico-espertice, do carreirismo, do seguidismo, da veneração e lambe-botismo ao chefezinho-trambolho!
Os actuais partidos políticos, verdadeiros alfobres da corrupção, não estão interessados em governar o país.
Estão interessados em apoderar-se de um aparelho que é uma mina para quem dele se apodera!
À CUSTA DE TODOS NÓS!
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
PELO DESVANECIMENTO DO CHEIRO A CACA
E talvez consigam, pela exigência de passar uma imagem de estabilidade governativa para os mercados externos e agências de rating.
Mas não só.
É que na outra banda ainda não há timoneiro firme e resta ainda saber (e nós queremos saber) do carácter, da estatura humana e política, da preparação e capacidade de quem se preste a tomar o leme.
Entretanto, este país está transformado numa jangada a desfazer-se e que a custo lá vai flutuando...
A marinhagem, que é quem rema, essa já nem sabe o que pensar e quer apenas acordar e livrar-se deste pesadelo.
Se alguém tinha ou tem ainda dúvidas, que olhe para os últimos seis anos e, desses, especialmente para os últimos 4 anos e, não sendo cegueta ou vesgo, muito provavelmente encontrará as razões pelas quais é preciso muito cuidado com a entrega do voto.
Um pequeno descuido e elege-se um trambolho qualquer, uma criaturinha galinácea e chico-esperteira armado em carapau de corrida!
É preciso muito cuidado com a alienação da nossa pequena parcela de soberania em que se traduz o voto.
Esperemos que o monte de caca desapareça e que o cheiro a merda se desvaneça rapidamente!
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
O CANCRO DO PAÍS
Em entrevista à Rádio Renascença, o Engrº Cravinho considera que «as redes de tráfico de influências são o principal problema do país» e acusa a classe política de não enfrentar o desafio.
«Isso hoje é o grande problema que nós temos pela frente, que é essencialmente um problema político, da classe política, e a classe política em Portugal, hoje, afasta toda e qualquer possibilidade de se considerar sequer o problema», acrescentou.
«Podemos fazer uma experiência, vão agora à Assembleia e ponham as coisas preto no branco, numa linguagem muito simples. Onde está o centro da corrupção grave em Portugal? Eu digo, está no sector político. Perguntem aos líderes políticos e vão ver se eles não assobiam para o ar», afirmou ainda o ex-ministro.
Portugal é um país produtivo.
Acontece que uma boa fatia do que se produz serve para alimentar a corrupção.
Não admira que depois falte dinheiro para as coisas importantes, para a saúde, para as escolas e universidades, para equipamento público relevante e verdadeiramente necessário.
E depois lá vem o argumento político: "Portugal tem de ser mais produtivo!"
Mas a realidade diz-nos outra coisa: PORTUGAL NÃO PODE CONTINUAR A SER ROUBADO!
BASTA!
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
O BICHAROCO
Vergonha de o meu país ter produzido semelhante pestilência.
Pior do que qualquer vírus, qualquer peste suína ou das aves é esta pestilência rosa, que alastra e infecta tudo em que toca!
O bicharoco é uma espécie de ferida purulenta, é um pús infecto!
As agências internacionais de rating descrêem no país?
Não! O descrédito ocorre por via do bicharoco e da pandilha que ele comanda!
COMO PODE QUALQUER PAÍS CONDUZIDO POR UM BICHAROCO DESTES TER CRÉDITO EM ALGUM LADO DO PLANETA?!
sexta-feira, janeiro 29, 2010
QUE GRANDE MINA!
Designam-se por parcerias público-privadas as diversas modalidades de envolvimento de entidades privadas em projectos de investimento de interesse públiczzzzzzzzz blá blá blá zzzzzzzzzzzzzzzzzz blá blá zzzzzzzzzzzzzzzzz ... uuhhmmmm nhummmmffff .... zzzzzzzzzzz zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz..........
Pois...
Dormir, como forma de alienação para não sofrer...
As parcerias público-privadas, meus caros amigos, na vertente que nos toca não são nada disso!
Mas vejamos primeiro os números, só para se ter uma ideia do que por aí vai:
Encargos com parcerias público-privadas (PPP):
O Zé Povinho pagou uma factura de 769,3 milhões de euros no ano de 2009;
Em 2010, vejamos alguns exemplos:
- 328,6 milhões de euros para pagar as PPP em estradas e auto-estradas;
- 143 milhões de euros para as concessões ferroviárias (mais 61% do que o custo de 2009);
- 243,5 milhões de euros para as PPP na área da saúde ( mais 112%, ou seja, mais do dobro de 2009);
Note-se:
Em 2014, o custo das PPP rodoviárias mais que duplicará, atingindo o custo de 959,5 milhões de euros;
Em 2015, ainda segundo as previsões do Governo e ainda só relativamente às concessões rodoviárias, o custo alcançará os 1.029 milhões de euros (um bilião e 29 milhões de euros! só na estrada!);
O que dizer de tudo isto?
É evidente que a associação de privados aos investimentos públicos é algo de necessário, como forma de financiamento de grandes obras públicas que, de outro modo, não poderiam eventualmente ser efectuadas e com a prontidão necessária.
Mas esse não é o problema.
O problema situa-se a dois níveis, pelo menos.
O primeiro nível problemático tem a ver com a necessidade ou não da realização de certas obras públicas.
O segundo nível tem a ver com os contratos leoninos, cabendo a parte de leão aos parceiros privados e altamente ruinosos para o Estado, o que não admira, pois quem efectua os contratos (os governantes) comem à mesma mangedoura dos co-contratantes privados.
Vejamos a coisa:
A gentalha que enxameia (homens de mão) e a gentalha que manda (grandes interesses económicos) num partido político que é poder, legitimado pelo voto apodera-se do Estado e do seu aparelho, das suas instituições e até da consciência de muitos funcionários e não só (infelizmente).
Essa gentalha pode decidir efectuar obras públicas que não são necessárias ou que são sobredimensionadas, mas que são uma bela fonte de rendimento para os parceiros privados por muitos e felizes anos, à custa do orçamento do Zé Povinho.
Essa gentalha celebra contratos em PPP com cláusulas contratuais altamente ruinosos para o Estado, como são os das concessões rodoviárias e ferroviárias.
Com tudo isto, a gentalha dos partidos políticos coloca o Estado a desembolsar milhões por anos e anos em favor de meia dúzia de grandes parceiros privados que são, afinal, os seus (deles partidos) donos.
E é nessas empresas que estão os filhos e os afilhados.
São empresas que fornecem jobs para os boys e é lá que vão parar os ex-ministros os varas e demais incompetentes.
É uma mina!
É a forma perfeita de pôr um país inteiro a produzir para meia dúzia de ladrões!
Ladrões, sim!
Ladrões porque é-lhes entregue de mão beijada, pelos próprios enquanto titulares de órgãos de poder, milhões de euros que provêm de contratos altamente ruinosos para o Estado, celebrados para a realização de obras não necessárias ou de dimensão megalómana desnecessária (veja-se por exemplo o caso dos estádios de futebol!)
Paga Zé Estúpido!!!
quinta-feira, janeiro 21, 2010
COMPETENTE??? COMPETENTÍSSIMA!!!!!!!!!

quarta-feira, janeiro 13, 2010
O FLAUTISTA DE HAMLIN
and truth is the substance of all morality
Mahatma Gandhi dixit
Evidentemente que verdade (truth) e moralidade (morality) são conceitos voluntariamente desconhecidos dos pintos de sousa e, por isso, são conceitos diariamente ofendidos.
O pinto de sousa é culpado?
Não!
Por três ordens de razões:
1ª: Não se pode esperar que um mero chico-esperto tenha dimensão moral e ética. Um chico-esperto é, por definição, apenas um fulano que ascende com base precisamente numa actuação à margem dos valores, da moral e da ética!
2ª O pinto de sousa é, do ponto de vista moral e ético, inimputável! Padece de uma doença do carácter por deficiente formação, crónica, quiçá genética, a avaliar pelos outros membros da família.
terça-feira, janeiro 05, 2010
EXEMPLOS EM RODA VIVA
As razões não interessam agora aqui.
Interessa, isso sim, a motivação!
Porque sabem que é a única maneira de por um político em sentido!
Isso mesmo: A manifestação popular e em massa!
Se metade deste país, que tem razões de queixa, de sobra!, deste e doutros Governos, tivesse metade dos tomates destes empresários certamente o país não estaria transformado na bandalheira em que está, pelos bandalhos alapados ao poder!
NÃO ESQUEÇAMOS QUE, MESMO EM DEMOCRACIA REPUBLICANA, «É PRIVILÉGIO DO POVO APEAR O MAU PRÍNCIPE»!
E NEM SEMPRE OS INSTRUMENTOZITOS SUBTERRANEAMENTE MANIPULÁVEIS DA DITA DEMOCRACIA SERVEM OU SE MOSTRAM SUFICIENTES PARA CONTROLAR O SEU FUNCIONAMENTO!