quinta-feira, dezembro 22, 2011

VAI UMA FATIA DE ESPERANÇA?

Escrevo aqui, a partir de um computador que é meu, de uma linha de banda larga que pago pontualmente.
O carro está lá fora e ainda vou atestando o depósito com gasolina.
Na ceia de Natal, para além da fatia de esperança, teremos (em família, claro) o bacalhau e o resto e mais os doces e mais as prendas (as possíveis, mas ainda prendas).
Enfim, uma vida de rico, nos tempos que correm...

Mas não posso esquecer-me de outros.

De todos os outros que, sem outro pecado que não tivesse sido acreditar no grupo de bandalhos que tem vindo a governar este país, vão ter uma ceia de Natal apenas aquecida com uma fatia de esperança ou.... nem isso.

Eu pergunto-me se a gentalha que conduziu o país à ruina tem a noção do mal que lançou sobre os portugueses, sobre as concretas pessoas.

No Natal assinala-se ou comemora-se o nascimento de Cristo.

Há quem acredite ser Ele o filho de Deus.

Mas também há quem acredite que todos nós somos filhos de Deus.

O que nos diferencia?

Parece que ele é mais filho de Deus do que nós outros.

Nunca o saberemos!, por uma simples razão: Não é necessário saber! É matéria de fé.

Do que eu tenho a certeza, porque os factos o demonstram, é de que há uns quantos bandalhos que não são filhos de Deus.

São verdadeiramente uns filhos-da-puta!

Esses não servem à mesa de Natal fatias de esperança.

Esses vão-se servindo ao longo do ano e dos anos.

Vão-se servindo de tudo quanto podem.

Vão-se servindo do Zé Povinho estupificado e demasiado sereno.

Este é um povo crucificado no altar da pulhice, da ganância, da falta de escrúpulos desses deusinhos menores.

Portugal chegou a um ponto em que já não é possível dizer que o Natal é quando um homem quiser.

Verdadeiramente, Portugal é uma Páscoa permanente, transformado que foi no gólgota onde todos e cada um de nós outros, uns mais outros menos e outros completamente, estamos a ser crucificados.

E os algozes andam por aí... contentinhos da silva...

Pudera!!!

Impunes, resta-lhes esperar que ressuscitemos ao terceiro dia, ou ao terceiro ano, ou ao terceiro lustro ou ao terceiro decénio...

Entretanto, as parcerias público-privadas vão-lhes enchendo os bolsos por mais 37 anos, bem como as contas recheadas em paraísos fiscais e todas as demais negociatas de que não se sabe ou não se quer saber quem beneficiou mas sabe-se quem está e quem vai continuar a pagar as respectivas facturas...

sexta-feira, novembro 25, 2011

HOMO HOMINI LUPUS?

Mais uma vez manifesto a minha fortíssima convicção de que Portugal é tão capaz e produtivo como qualquer outro país do seu campeonato.

Onde está, então, o problema?

É que, por mais que produzam, os Portugueses não consequem alimentar tanto ladrão! tanta corrupção! tanta actividade substerrânea e subtrativa da riqueza produzida.

E mais uma vez digo também: Longe vão os tempos em que a corrupção se traduzia numa entrega de um qualquer benefício a troco de entrega directa de dinheiro.

Em Portugal, especialmente nos últimos anos, as formas de corrupção refinaram-se.

Em crescendo, desde o 25 de Abril de 1974, à vez entre PS e PSD e PP, e atingindo o seu auge (até ver) com os governos do escroque do sócrates, os instrumentos da corrupção passaram a ser o decreto-lei, as portarias, os despachos normativos e de um modo geral, a decisão política, em regra, adoptada até em contexto institucional e formalmente legítimo!

Basta ver as leis muito bem malfeitas que por aí andam, especialmente no âmbito do urbanismo, do ambiente, da contratação pública...

É todo um país que se deixou enredar nesta teia asfixiante, que acabou por matar ou quase matar a galinha dos ovos de ouro.

E agora, várias gerações de pessoas, que vivem apenas do seu trabalho, ou que nem sequer têm trabalho, vivem amarguradamente, passam fome e com outras necessidades básicas que não conseguem satisfazer, com a vida estupidamente diminuída pela actividade de uma escumalha, da cambada de bandidos que enxameia os corredores do poder e dos seus satélites de interesses substerrâneos.

Qua adianta uma grevezita? Que adianta mais subsídio ou menos subsídio?

Que adianta tomar uma aspirina se o virus só morre com antibiótico?

O problema é de fundo, é gravíssimo e requer solução drástica e de efeitos permanentes.

Será o voto a única arma capaz de introduzir moralidade no sistema e conduzir a vida pública a uma plataforma axiologiacamente aceitável?

Certamente que não!

Não passaria pela cabeça de ninguém que, para cuidar do rebanho, se tivesse de escolher um lobo de entre a alcateia de lobos de dentuça aguçada...

sábado, novembro 05, 2011

FINALMENTE!!!

Parece que, finalmente!, temos oposição.

Tímida e de tíbio pendor, mas concretizada.

Espera-se que, também, seja realista, pois aí residirá a força da sua razão.

Exige-se a efectiva concretização da anunciada abertura governamental à ponderação das propostas alternativas e, sem tibiezas e outras mediocridades, se adoptem todas aquelas que melhores resultados permitam alcançar para o país e com o menor sacrifício possível para os cidadãos que pagam impostos, especialmente para aqueles que menos têm e que mais sofrem.

É tempo de todos contribuirem para encontrar as melhores soluções.

quinta-feira, novembro 03, 2011

CHEIRA-ME A ENXOFRE...

O Governo emite decisões sem verdadeira e necessária oposição construtiva.

O maior partido da oposição está paralizado por várias razões; neste momento, porque está dividido entre uma operação de branqueamento da verdade histórica da herança catastrófica que deixou aos portugueses e a vontade de se demarcar dessa mesma realidade.

Os restantes partidos da oposição continuam, e aprofundam, a viagem pela sua (deles) idade das trevas...

Os sindicalistas, viajando na sua própria (deles) idade das trevas, debitam o mesmo, eterno, empedernido, "cacarejar de uma nota só".

E o povo, senhores? O povo!!???

Curiosamente... o povo está sereno.

será apatia?

será apenas a aceitação acrítica de uma considerada inevitabilidade?

será uma autêntica consciência colectiva do problema e da eventual inevitabilidade de medidas estruturais profundas?

ou será o silêncio que precede as grandes tormentas?


Pela parte que me toca eu continuo a achar... apenas o que foi perdido...

O MIA COUTO TEM RAZÃO:

‎A maior desgraça de uma nação pobre
é que em vez de produzir riqueza,
produz ricos.

E eu talvez tenha razão quando digo:
Grande é a desgraça de uma nação pobre
quando:
em vez de cidadãos, produz chicos-espertos;
em vez de trabalhadores qualificados, produz recolectores de empregos;
em vez de incentivar a livre iniciativa, produz subsídio-dependentes;
em vez de pessoas livres, produz carneiros, ié, acríticos e acéfalos;
em vez exigir responsabilidade, elege ladrões e corruptos, com aplauso, pompa e circunstância! 

sábado, outubro 29, 2011

O SER MESQUINHO

Nem sei por onde hei-de começar, tão vasta se me afigura a tarefa de escrever umas linhas sobre a menoridade intelectual de boa parte do povinho, incluindo o povinho que povoa os órgãos e centros de decisão do país e é a estes que aqui me refiro a título principal.

E, sim, "povinho" é aqui usado com sentido pejorativo.

O ser mesquinho, intelectualmente mesquinho, entenda-se!, opõe-se ao ser cuja racionalidade e inteligência, axiologicamente orientadas para o bem comum, se apresenta, na sua práxis, franco, vertical, altruísta.

O ser mesquinho não resolve problemas: Não sabe! Ou, sabendo, não quer, a menos que capitalize algo!

O ser mesquinho é um chico-esperto!

Tem a sagacidade de uma ratazana e fica alarvemente contente consigo mesmo quando:
- quando "ganha o debate" (sempre ou quase mais importante do que comunicar francamente e esclarecer com verdade);
- quando alinhava uma tirada bombástica embora vazia de conteúdo (é vê-los no Parlamento...);
- quando encontra algum argumento, por mais falacioso, apenas para se opôr, não construtivamente mas apenas como forma de afirmação de um contrário que a mais das vezes nem sabe definir ou dar-lhe conteúdo, mas que parece que diz algo, ai isso parece!;
- quando opõe uma afirmada diferença que não é diferente nem responde ao problema real mas apenas serve ao seu próprio brilho chico-esperteiro.

O ser mesquinho é incapaz de equacionar estruturalmente e institucionalmente os problemas a resolver ( o seu umbigo impede-o).

O ser mesquinho tem horizontes muito curtos, a mais da vezes o seu próprio umbigo e barriguinha.

O ser mesquinho é incapaz de um gesto altruísta, embora o possa arremedar quando sabe que com isso capitaliza algo.

O ser mesquinho é incapaz de dar a mão à palmatória (falta-lhe grandeza de espírito).

O ser mesquinho dá o dito por não dito e mente com facilidade e com desfaçatez.

O ser mesquinho não acredita em nada, não subscreve nenhum princípio ou valor, o que não admira, pois é desprovido de consciência (mantém em aberto todas as opções, por mais escabrosas que sejam).

O que fazer com gentinha desta?

O problema é de ordem cultural.

São tantos os seres mesquinhos neste dito rectângulo à beira-mar plantado que se pode concluir pela menoridade deste povinho.

A grande revolução capaz de operar a mudança não é a das armas ou a dos cravos.

É necessário, isso sim e urgentemente, uma revolução cultural e das mentalidades.

O problema é que cultura e mentalidade (de evolução lenta) não rima com revolução.

O que eu acho é... apenas o que foi perdido. 

sábado, outubro 15, 2011

DEPOIS DA CASA ROUBADA, TRANCAS À PORTA!!!

Este blog não morreu desde que o PSD foi para o poder.

Este blog nada tem a dizer desde que o PSD foi para o poder, isso sim.

Não por ser o PSD poder.

Mas por um simples motivo:

ALGUÉM ME DIZ, EM TERMOS CONCRETOS E REALISTAS, QUAL É A ALTERNATIVA, FACE À SITUAÇÃO DO PAÍS?

UMA EFECTIVA ALTERNATIVA?

DIGAM-NO! DE FORMA VÁLIDA E OPERANTE!

OU CALEM-SE!

EU CALEI-ME...

(percebes, ó AC?)

sexta-feira, julho 15, 2011

PERDER LASTRO, RAPIDAMENTE E EM FORÇA!

Estou com o meia-leca do Mendes:

Ou estes gajos tomam desde cedo as medidas que se impõe tomar, mesmo para além do imposto pelo acordo com os credores, ou, se mal estamos, pior ficaremos!

E ou o fazem já ou perdem simplesmente a oportunidade, pois corre-se o risco de ver passar o estado-de-graça de que agora gozam a somar ao sentimento colectivo de que os sacrifícios são um imperativo, o que mantém um certo estado de bovinidade mansa.

Refiro-me, concretamente, aos necessários (como de pão para a boca) cortes na despesa pública.

Haja coragem para, como prometido, acabar de vez com uma máquina artificialmente obesa face às necessidades do Estado, com demasiados serviços, institutos, empresas, administradores, assessores e outros tantos inúteis e, por esta via, inutilizados para áreas mais produtivas.

Haja essa coragem.

Metaforicamente falando, de nada vale acrescentar tábuas (impostos) ao costado de um navio demasiado pesado para o manter acima da linha de água quando o problema é sobretudo de lastro, demasiado lastro!

sexta-feira, julho 01, 2011

A VOL D'ABUTRE

A pestilência cor-de-rosa, que de quando em vez se derrama sobre o país, decorrente de um mal intestinal que liberta, pelo ânus da urna sufrágica, uma escagarrinha diarreica travestida de governo rosa, deixou o país em estado caótico.

Vamos agora entrando em contacto com a real dimensão do buraco.

O primeiro foi já o défice que afinal é bem maior do que as "inginharias" do merdoso haviam contabilizado para portuguesinho ver, pois afinal, para já, faltam 800 milhões de euros nos cofres do Estado na execução orçamental.

As medidas que se impõe tomar vão ser ainda mais graves do que esta que agora impõe o imposto extradordinário.

Prefiro durante um ou dois anos pagar e amargar e com isso libertar o país deste jugo, para uma vida futura melhor e mais digna, do que continuar com a cabeça enfiada na areia, ignorando os gravíssimos problemas do país em nome de um bem-estar imediato mas que não resolveria os problemas estruturais.

Temo várias coisas:

Temo que os sindicatos e a oposição incendeiem as hostes populares que não compreendam o esforço que está a ser efectuado e é necessário fazer para voltar a colocar o país no trilho correcto.

Temo que o ânimo dos portugueses ceda, pois um país desmoralizado e sem esperança não luta por si.

Temo que não haja massa crítica suficiente para operar o arranque da economia neste tempo de crise, designadamente ao nível do investimento nacional e sobretudo externo.

Mas tenho esperança:

Espero que se tomem medidas para evitar no futuro o assalto à coisa pública por banda do bando de ladrões que por vezes (quando não quase sempre) se instala nas cadeiras de poder.

Espero que este Governo saiba e queira tomar todas as medidas necessárias que de forma equilibrada e justa conduza a uma maior justiça social na distribuição dos rendimentos, mas deixando à liberdade das pessoas (o ser humano só funciona em liberdade) a condução da sua vida e a assunção das respectivas responsabilidades, reforçando o Estado o seu papel regulador e abandonando o seu papel de motorizador da economia, que não lhe cabe primordialmente, e de paizinho de todos nós.

Espero que os portugueses compreendam que sem uma profunda reforma que recoloque (se alguma vez lá esteve!) as finanças públicas na sua real dimensão face às necessidades e economia do país, não será possível funcionar nesta economia globalizada.

Espero que alguém pense em diminuir a progressividade dos impostos, com o que se alcançavam duas vantagens imediatas:
1- Libertação, para aqueles que produzem essa riqueza (empresas ou singulares, é bem de ver), de maiores recursos financeiros, os quais em regra geram mais investimento e dinamização da economia;
2- Contenção da despesa do Estado (note-se que no actual sistema, devido a um fenómeno nunca explicado, quanto mais receita o Estado arrecada mais gasta!, pelo que num sistema de impostos progressivos, quanto mais riqueza o país produz mais despesa tem o Estado, uma vez que os abutres instalados nas cadeiras do poder tratam logo de dar caminho a esse acréscimo de receita, em vez de alcançarmos um superávite, o que nunca acontece).

Finalmente, lamento que os portugueses não exijam que  seja julgada em tribunal a canalha que integrou o governo que nos conduziu à ruína, por crimes conta o povo português e contra o Estado.




sexta-feira, junho 24, 2011

CARTE A SEGOLÉNE ROYALE

Cher madame


Je vus ecri en françois técnique pour demander de me trouver une place pour aprendre filosofie à Paris. J`ai decidé de vous contacter pour obtenir um petit avantage comme on fais en bons socialistes, meme si vous etes royale et moi republican (ah ah ah).


Je vais etre um grande tromphe pour votre academie, car je m`apele Socrates et je serais une grande inspiration pour professeurs et eleves même si je suis en plein moyen age et je n`ai toujours pas bu la cicute (ah ah ah).


Vous pourrez peut-etre demander au recteur de me arranger un curriculum moins chargé. Je ne necessite pas de aprendre Filosofie Antigue, a cause de mon nom. Je ne necessite aussi de aprendre Filosofie du Conheciment, car je connais tout le monde. Je ne necessite non plus de aprendre Cience politique, car jai eté premier ministre du Portugal et jai toute la cience politique quil faut. Et je ne necessite aussi de savoir Etique car personne connait mieux la Etique que ce que la fuit tous les jours. Et comme la Logique est une batate (ah ah ah), je ne necessite de l`etudier aussi. Donc je crois pouvoir faire la licenciature en un an, ce que sera bien plus que le temps de me faire ingenieur.


Comme vous aurez des elections en bréve je pourrais aussi vous aider, car je sai tout de machines et propagande, et vous non. Je le ferais bien plus entusiastement si vous me trouvez un apartement au XVI que je ne sais pas ce que c`est exactement, mais Maria me dit que ça irai bien avec moi.


Je vous abrace cordialement


José


publicado por José Mendonça da Cruz e recebido por e-mail de fonte bem informada

quarta-feira, junho 22, 2011

DETONADOR II

Eduardo Galeano é autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas.

As suas obras combinam ficção, jornalismo, análise política e História.


Profere em directo na praça Catalunya / Espanha, sábias palavras sobre a vida contemporânea, ao redor do que se passa no Mundo de hoje.

Uma verdadeira e simples lição de quem sabe e conhece as causas.


Se o rastilho pega, algures vai ocorrer uma explosão...



AQUI: http://youtu.be/rKc-lal1HJM

quinta-feira, junho 09, 2011

MAR ABERTO

Olá AC.
Em vez de responder na caixa de comentários ao post anterior, resolvi responder com um post.

Esta conversa, iniciada na caixa de comentários, leva-nos a uma plataforma mais profunda e séria.



Não sei se a quero abordar aqui e desta forma, mas... respigo, pelo menos, algumas ideias.


Para quem tem lido as baboseiras que tenho vindo aqui a escrever desde há 2 ou 3 anos a esta parte, sabe que é minha opinião que o actual sistema político-partidário e também o seu modo de financiamento é o verdadeiro alfobre da corrupção em Portugal (apenas o alfobre, já que as sementes são outras - natureza humana + ausência de valores, entre outras - e não vão ser aqui abordadas).


Entendo que nenhum dos partidos políticos portugueses no actual enquadramento político-partidário é capaz de responder aos desafios deste velho e envelhecido país.


Não, sem que, outro tanto, se mudem (como?) as mentalidades, pelo menos.


Vejamos.


O PCP vive historicamente noutra galáxia, nem valendo a pena tentar a "reabilitação". Restam as pessoas, dirigentes e militantes, pela fidelidade canina às ideias ou ideologia (que eu rejeito) e aos valores (que eu abraço), pois sempre se me afiguram pessoas mais honestas que as demais integrantes de outros partidos políticos.


O Bloco de Esquerda é, como dizia a Maria José Nogueira Pinto e agora se provou, "uma espuma...".


O PS é, no poder ou na oposição, o que mais boys mantém, a todo o tempo, na Administração pública, com grande vantagem de ser interligado por um forte plasma chamado maçonaria.


Ideologicamente não se sabe o que é, pois será o que a cabeça dos seus dirigentes for.


Do meu ponto de vista é um poço de corrupção de alto nível, muito para além da anquilosada forma de corrupção do “toma lá dinheiro e dá-me cá o respectivo favor” mais própria da corrupção de baixo nível do tipo "sucatas".


O PSD, a uma escala menor, padece dos mesmos problemas, embora a sua definição ideológica seja mais nítida.


O CDS-PP, que poderia parecer um partido de uma direita “direita” também já não sabe o que é ideologicamente, abraçando, para sobreviver, causas, discursos e temas que por vezes são tipicamente de partidos de esquerda.


Tão corruptos como quaisquer outros, mas longe dos meios ao alcance de um PS ou de um PSD, aproveitam a qualidade de franja para alcançar o poder à boleia do PSD, em regra.


Afinal, onde está a diferença?


Nas pessoas!


Simplesmente nas pessoas, nas suas qualidades pessoais, nas suas capacidades de liderança, na capacidade e na vontade de impor valores às suas hostes, à governação, e servir de exemplo ao país.


Problema: Quando aparece um “papalvo” destes (passe o sarcasmo) é simplesmente cilindrado, mastigado e cuspido pelo sistema, pela mentalidade chico-esperteira que integra cada um dos cidadãos portugueses e que nos partidos políticos tem expressão máxima, pelas oportunidades que as condições político-partidárias favorecem.


Exemplo: Passos Coelho ensaiou, aqui e ali, um discurso de alguma verdade, chamando os bois pelos nomes, comedindo-se um pouco, pontualmente, na demagogia.


A sensação era a de que estava a ser parvo e pouco sagaz politicamente.


Nós não estamos habituados à verdade e aos valores éticos, cívicos.


Axiologicamente estamos numa espécie de pré-história da vivência da liberdade responsável numa sociedade que afinal é, cada vez mais, interdependente, quer relativamente aos Estados, quer às empresas quer, e sobretudo, aos indivíduos, às pessoas elas próprias.


Na verdade, pese embora a actual tendência para uma espécie de isolamento pessoal que as novas vivências sociais virtuais preconizam, afigura-se que estamos, mais do que nunca, socialmente todos mais dependentes uns dos outros.


Nem que seja para distribuir uma sopa quente aos sem-abrigo, aos deserdados da vida, aos confiscados pelo Estado, aos abatidos pelo sistema canibalista em que nos vamos transformando.

É o descrédito total?


Esta cambada politiqueira que enxameia os partidos políticos “são todos iguais”?


Serão.


Mas eu quero acreditar que alguém, algures, fará a diferença, pelas suas qualidades pessoais, e imporá uma nova ordem, um novo estilo, uma nova forma de governação mais vertical, mais honesta, mais transparente, mais verdadeira.


Matéria de fé, como se vê.


Mas, como diz o outro: A fé é que nos salva!


E digo eu: A esperança é que nos alimenta!


Espero, sinceramente, não morrer de fome…

domingo, junho 05, 2011

segunda-feira, maio 09, 2011



14 ABRIL 2011

OS VERDADEIROS FACTOS DA CAMPANHA
Nos últimos dias, a "campanha" eleitoral tem sido constituída por um rol de "factos" que só servem para distrair os(as) portugueses(as) daquilo que realmente é essencial.
E o que é essencial são os factos.
E os factos são indesmentíveis.
Não há argumentos que resistam aos arrasadores factos que este governos nos lega.
E para quem não sabe, e como demonstro no meu novo livro, os factos que realmente interessam são os seguintes:

1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos

2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB

3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas (mais 25% do PIB nacional)

4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos nossos governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito.

5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar.

6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses

7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos.

8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações

9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis

10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB

11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB

12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível

13) As dívidas das empresas são equivalentes a 150% do PIB

14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado

15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos

16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE

17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos

18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB

19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil. Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa

20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia)

21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB

22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares.
Há 349 Institutos Públicos,
87 Direcções Regionais,
68 Direcções-Gerais,
25 Estruturas de Missões,
100 Estruturas Atípicas,
10 Entidades Administrativas Independentes,
2 Forças de Segurança,
8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas,
3 Entidades Empresariais regionais,
6 Gabinetes,
1 Gabinete do Primeiro Ministro,
16 Gabinetes de Ministros,
38 Gabinetes de Secretários de Estado,
15 Gabinetes dos Secretários Regionais,
2 Gabinetes do Presidente Regional,
2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais,
18 Governos Civis,
2 Áreas Metropolitanas,
9 Inspecções Regionais,
16 Inspecções-Gerais,
31 Órgãos Consultivos,
350 Órgãos Independentes (tribunais e afins),
17 Secretarias-Gerais,
17 Serviços de Apoio,
2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda
308 Câmaras Municipais,
4260 Juntas de Freguesias.
Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais.

23) Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários pacotes de austeridade aos portugueses.


O Estado tem ficado imune à austeridade.
Isto não é política. São factos.
Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta lamentável situação.

Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar:
Como é que foi possível chegar a esta situação?
O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de "bom aluno" da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar?
O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país?
Quem conduziu o país quase à insolvência?
Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país?
Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com obras públicas de rentabilidade muito duvidosa?
Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz?
Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com manobras de propaganda e com manipulações de factos?

As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos, deviam ser.
Só não vê quem não quer mesmo ver.
A verdade é que estes factos são obviamente arrasadores e indesmentíveis.
Factos irrefutáveis.
Factos que, por isso, deviam ser repetidos até à exaustão até que todos nós nos consciencializássemos da gravidade da situação actual.
Estes é que deviam ser os verdadeiros factos da campanha eleitoral.
As distracções dos últimos dias só servem para desviar as atenções daquilo que é realmente importante.
Álvaro Santos Pereira


Álvaro Santos Pereira é docente da Simon Fraser University (Vancouver, Canadá), onde lecciona as disciplinas de Desenvolvimento Económico e Política Económica. É professor na University of British Columbia, onde ensina Macroeconomia. Já leccionou nos departamentos de Economia da Universidade de York (2005-2007) e da Universidade da British Columbia (2000-2004). Doutorou-se em Economia em 2003 na Simon Fraser University. Licenciou-se pela Universidade de Coimbra. É colunista do jornal PÚBLICO. Desde 2001, colabora no Diário de Notícias e no Diário Económico, e tem escrito para a revista EXAME, o Expresso e o Jornal de Notícias Nasceu em Viseu em 1972. É autor do blogue Desmitos (desmitos.blogspot.com)
 
 
 
O responsável é esta porcaria, este burgesso:
 
 

sexta-feira, maio 06, 2011

O ESTADO DA BOVINIDADE

Ultimamente, sempre que ouço o nojento do inginheiro da treta a falar, com aqueles modos delicodoces e discurso de menino de coro acabado de ajudar a velhinha a atravessar a rua, fico (para além de enjoado e enojado) boquiaberto!

E só me vem à cabeça uma velha quadra de non sense:

Lá vai rua abaixo
O limão pela Rua acima
Ou a rua é redonda
Ou o limão a descer!

Verdadeiramente, o que é preciso descer é um malho ou uma cachaporra de marmeleiro pelos cornos abaixo do inginheiro! (olha, desta vez rimei!!!)

A verdade, porém é bem outra: Os bovinos portugueses e os portugueses bovinos colocam o monte-de-esterco à frente, nas sondagens!

Vá lá um gajo perceber isto!!!

quinta-feira, abril 21, 2011

PROFISSIONALISMO

"Bom", dirão os meus caros amigos, nem tudo é mau no Ministério da Agricultura (ih ih ih) do Desenvolvimento Rural (esta do «desenvolvimento» mata-me! ah ah ah) e das Pescas (ui! ih ih ih).

E é verdade, há até verdadeiras profissionais!

Ou, pelo menos, apresentam-se como tal...

Ora vejam a foto: Gabriela Ventura - dirigente do Ministério da Agricultura, gestora do PRODER, numa sessão pública de esclarecimento.


Estamos esclarecidos...





Os senhores agricultores que estão do lado de cá da imagem não são chineses nem vietnamitas.
São apenas portuguesinhos com os olhos em bico!

terça-feira, abril 19, 2011

ANEDOTA

Neste país, transformado num lodaçal onde grande parte dos seus habitantes se afoga em agonia lenta e mórbida perante a indiferença duma classe política que deveria estar, neste preciso momento, a ser julgada por gestão criminosa do país, mas que, contente e alegre anda em campanha eleitoral porque já percebeu que ninguém os vai afrontar e que os portugueses são mansos - são MANSOS!!! - ainda há anedotas que valem a pena ser contadas.


Vejamos esta:


Ao que parece, temos um Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas.


É tudo!


Riam-se, se conseguirem rir neste mar de tristeza e de tristezas.


Ah não tem graça?!
Não?!
....hummmmmmmm


Têm razão!


Que graça tem isto? e vou especificar:


Que graça tem haver um ministério, um MINISTÉRIO INTEIRO! (ou seja, muitos milhões de euros),


"da Agricultura"!!!


DA AGRICULTURA!!!!


MAS QUAL AGRICULTURA???????
Ah ah ah ah ah ah ah ah é de ir às lágrimas!!! se eu não tivesse antes vontadde de chorar...


"do Desenvolvimento Rural"!!!


DO DESENVOLVIMENTO RURAL!!!!!!!


Aaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh ah ah ah ah ah ah ah


DO DESENVOLVIMENTO!!!!!


Aaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh ah ah ah ah ah ahah


RURAL Aaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhahahahahahahahahah


"e das Pescas"!!!




Desenvolvimento... das pescas!!!!!!




DAS PESCAS!!!!!!


Aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhahahahahahahahahahaq ah ah ah ah ah


CUM CARALHO!!!*


ESTES GAJOS MATAM-ME DE RISO.........


AAAAAAAaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh uiuiuiuiuiuiui ihihihihihihihihihi aaahhhhhhhhhhh




* "Cum caralho" é expressão absolutamente admissível, ao abrigo de jurisprudência recente do TRLisboa - de 20-10-2010, processo nº 1/09.3F1STC.L1-9  que assegura: "NÃO Há NADA A QUE NÃO SE POSSA JUNTAR UM CARALHO,  funcionando este COMO verdadeira MULETA oratória"

sexta-feira, abril 08, 2011

ESCATOLOGIA EM ESTADO PURO

Longe vão os tempos em que os esgotos corriam a céu aberto pelas ruas e ruelas das urbes deste país.

Cada qual chegava à sua janela com a penicada da noite, numa amálgama de merda e mijo, e deitava-a pela janela fora.

Questões de ordem higiénica ditaram outros comportamentos.

Em favor da saúde pública.
Em favor da saúde de todos.

E quando se julgava estarmos livres da merda e do mijo amalgamados na penicada da noite, eis que somos novamente mijados e merdalhados a torto e a direito.

Desculpem-me, mas, ao menos por questões higiénicas, não podemos ser governados por gente assim.
"FOI PEDIDO O RESGATE



Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.


Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).


Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:


Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate.
Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teriamos taxas de juro nos 20% ou mais). Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda. O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.


Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.
Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).


Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo.
Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto óasis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o engº relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?


Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.
Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais. É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumo interno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).


Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos. E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui. Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho."


Henrique Medina Carreira.


Recebido por e-mail

CARO MEDINA CARREIRA, PEÇO-LHE QUE VÁ ESCREVENDO, DENUNCIANDO ESTA CAMBADA DE BANDIDOS.

TEMO, NO ENTANTO, QUE O ESTADO DE BOVINIDADE GENERALIZADO NÃO SE ALTERE, NEM PELA FORÇA DA RAZÃO...


quarta-feira, março 30, 2011

RESÍDUOS...

Aí vem nova corrida, nova viagem!!!!!
É entrar, senhoras e cavalheiros, meninas e meninos!!!!!

Poisé...

Lá vão os papalvos do costume efectuar o exercício semântico do voto democrático!

Mas... vão votar o quê? em quem? em que CONCRETO projecto?

Ninguém sabe!

E ninguém saberá!

A merdalha politiqueira dirá umas quantas merdices avulsamente, toneladas de demagogia, outras tantas de mentiras descaradas, umas filho-da-putices e sacanices... é tudo!

Alguém se compromete com  um desígnio nacional (aliás, ainda por definir...)?

Alguém fala na necessidade de mudança e na mudança de paradigma económico, social e, sobretudo!, político?

Alguém equaciona os verdadeiros termos do problema e propõe uma verdadeira solução estrutural (em vez de remendos avulsos e desgarrados)?

Alguém fala verdade e diz a verdade?

Não, não falam e não, não dizem.

Os cagalhotos políticos não passam disso mesmo: De RESÍDUOS!

Mas então se não guardamos os resíduos em nossa casa, porque nos damos ao trabalho de os eleger para nos representar na condução da vida nacional?

DEPURA Lina!!!

DEPURA!!!

Não sei se a Lina quer depurar, mas penso que todos nós outros o devíamos fazer: DEPURAR a sociedade portuguesa e incinerar os resíduos tóxicos que enxameiam os corredores do poder na fornalha social da razão e dos valores nobres.

De uma vez por todas, ponha-se o lixo no lixo!

Uma forma de verdadeiramente colocar o lixo no lixo era uma votação massiva em branco.

Eis a resposta capaz de operar a mudança!
EM BRANCO!!! E MASSIVAMENTE!!!

quarta-feira, março 23, 2011

UM PAÍS À RASCA MOVIDO (MOVIDO??? ROUBADO!!!) POR GENTE RASCA

Aparentemente e para o comum dos cidadãos imbecilizados por esta fantochada politiqueira que flutua, qual excremento, na fétida cloaca da política portuguesa, o discurso político parece preocupar-se com o interesse público.



Nada mais longe da realidade.

A questão é de poder pelo poder e não de interesse público.

A prova é esta: Num país à beira da banca rota, se o interesse público fosse a luz norteadora da actividade política e partidária, os consensos seriam facilmente alcançáveis, já que todos parecem de acordo quanto à sua necessidade (pelo menos no discurso político para consumo de eleitores imbecilizados).

A verdade é que estes seres rastejantes e peçonhentos que se dizem políticos não passam de um punhado de mercenários à jorna dos interesses que os hão-de alimentar subterrâneamente e mais à sua família e sobrinhos e afilhados e a pata que os pariu.

Tristeza de país-zinho....

SEM MARCO, SEM MARCAÇÃO E SEM MARCADORES

O 12 de Março não resultou num marco.
Não marcou nada.
Há uns anos que venho aqui manifestando a opinião de que serão os jovens deste país-zinho os protagonistas da mudança, de alguma mudança.
Mas não me parece.
Os que almejam mais qualquer coisa do que o conformismo vão por esse mundo em busca de uma vida decente.
Os outros ficam por cá, a suportar a cambada de filhos da puta que todos os dias nos chulam a carteira e a vida e sugam a felicidade.

Tenho nojo e tenho vergonha dos políticos que temos e do país em que nos transformámos ou deixámos que nos transformássemos.

sexta-feira, março 11, 2011

ACORDEM! DA RELAÇÃO DE LISBOA.

Acórdão da Relação de Lisboa - http://www.dgsi.pt/jtrl.nsf/e6e1f17fa82712ff80257583004e3ddc/85e3b7ab708fb737802577dd00582b94?OpenDocument  - conclui:

" [...] A UTILIZAÇÃO DA EXPRESSÃO NÃO é OFENSIVA, MAS SIM UM MODO DE VERBALIZAR ESTADOS DE ALMA [...] pois tal resulta da experiência comum, que CARALHO é PALAVRA USADA por alguns (muitos) PARA expressar, definir, explicar ou ENFATIZAR TODA UMA GAMA DE SENTIMENTOS HUMANOS e diversos estados de ânimo. Por exemplo pró caralho é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas: chove pra caralho..., o Cristiano Ronaldo joga pra caralho... [...] NÃO Há NADA A QUE NÃO SE POSSA JUNTAR UM CARALHO,  funcionando este COMO verdadeira MULETA oratória."

Subitamente, apoiado na certeza de que "NÃO Há NADA A QUE NÃO SE POSSA JUNTAR UM CARALHO", apetece-me utilizar, como muleta oratória obviamente, uma caralhada, para expressar o meu apreço, enquanto cidadão deste país-zinho, pelos políticos nacionais a quem a carapuça sirva:

Ó POLÍTICOS DE MERDA,  INCOMPETENTES, CORRUPTOS E CHULOS, GENTALHA RATAZANA DE ESGOTO, VÃO PRÓ CARALHO!

sexta-feira, março 04, 2011

12, O MARCO!

Este texto contém expressões, aliás bem escusadas!, que podem ferir susceptibilidades.
Se for susceptível (seja lá do que for) não continue.

Será um marco o 12 de Março?

Completados mais  de 30 anos de dita democracia estabilizada, que regime resultou desta experiência?

Em minha opinião, o pior possível.

Será a camada mais jovem da população portuguesa capaz de cilindrar este regime?

E sendo, será depois capaz de o substituir por algo digno?

Será muito difícil que tal aconteça.

Na verdade, mais de trinta anos de dita democracia permitiram à escumalha de filhos da puta que enxameia os partidos políticos alcançar o poder e urdir a teia institucional feita à sua medida.
Permitiu que se instalassem em todos os pontos de poder.

Permite-lhes, assim, controlar qualquer veleidade civil ou de cívica iniciativa.

Vergonha, estes merdas destes políticos não a têm!

E obrigá-los, pela força, a descer do poleiro é simplesmente impensável.

Desde logo porque, face a estes bandalhos que tudo controlam, a força da razão é manifestamente insuficiente e resvala na couraça da sua olímpica impunidade e na arrogância de quem se sabe impune porque acima da lei!

Lei, aliás, que fazem também à sua justa medida!

Esta imundície que enxameia a classe política e de poder foi construindo, paulatinamente ao longo dos anos, um país à sua medida, do qual tanto sugaram e tanto sugam que corre-se o risco de matar a galinha dos ovos de ouro (para eles!).

A última machadada é aquela que tem vindo a ser dada na justiça.

A justiça seria a última barreira aos seus (deles, dos merdosos políticos) intentos hegemónicos.

E, como tal, havia que derrotá-la.

E não podendo fazê-lo de outra forma sem se correr o risco de descaracterizar a dita e conveniente democracia, os filhos da puta decidiram denegrir a imagem da justiça e denegri-la ao ponto de a descredibilizar aos olhos dos cidadãos.

Pelo menos, o suficicente para que a dúvida se instale quando a propósito de um freeport, de um face oculta ou outra corrupção qualquer, se diga que é uma cabala contra os políticos (de merda) que por aí grassam.

Como se combate isto?

Dentro do regime? com dias 12zes de marços?

Tomara!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

CIDADÃOS DE SEGUNDA

É de notar - mas mesmo notando, ninguém quer saber - que esta cambada de energúmenos que nos têm vindo a 'governar' encara a maioria dos cidadãos portugueses como uma despesa.

E por isso os coloca sistematicamente na coluna da despesa.

São os cidadãos de segunda, os despesistas.

São despesa para o serviço de saúde.

São despesa para o serviço de educação.

São despesa para a segurança social.

Mais do que despesistas, estes cidadãos são encarados como um fardo!

Na verdade, estes cidadãos não servem para nada.

... a não ser para duas coisas:
       Para pagar impostos e contribuições e
       Para, de vez em quando, legitimar a escumalha política nas cadeiras do poder.

"É a democracia estúpido!"

Parvo!

Que parvo que eu sou!

Estúpido não!

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

COINCIDÊNCIAS!!!!!!*

Depois das recentes eleições na Hungría e no Reino Unido restam 3 países socialistas na União Eurpeia:

     A Grecia, a España e, claro, Portugal.


Coincidência do camandro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Como disse alguém: "o socialismo dura até se acabar o dinheiro dos outros"


* ideia recebida por mail

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

QUE PARVOS QUE NÓS SOMOS!!!

PORTUGAL TEM O QUE MERECE

E MERECE SE NADA FIZER

PRA MUDAR A SITUAÇÃO CRÍTICA

SEJAS HOMEM OU MULHER

AVANÇA E LUTA

AFASTA OS FILHOS DA PUTA

DA DECISÃO POLÍTICA!

domingo, janeiro 16, 2011

É ASSIM NO REINO DOS ANIMAIS DO ORWELL E É ASSIM EM PORTUGAL, O REINO DAS BESTAS!

•"No one believes more firmly than Comrade Napoleon that all animals are equal. He would be only too happy to let you make your decisions for yourselves. But sometimes you might make the wrong decisions, comrades, and then where should we be?"


•"Napoleon is always right."


- George Orwell, Animal Farm, Ch. 5

terça-feira, janeiro 11, 2011

O DRAMA... A TRAGÉDIA... O HORROR!!!

O problema é este e é tão pertinente no caso das presidenciais como no das legislativas:

O DRAMA
Não há outros candidatos. São estes e serão sempre estes e estes-tipo e ponto final.

A TRAGÉDIA
Somos forçados a escolher entre montes cujo único factor de diferenciação se consubstancia nas moscas.

O HORROR
É o insuportável cheiro a caca!

sábado, janeiro 08, 2011

"O meu cão é um amigo que nunca me deu um desgosto, um apego que nunca me foi um encargo, uma testemunha que nunca me traiu.
Tenho duvidado da minha alma, estudando o entendimento dele.
Tenho presumido que o Criador, arrependido de fazer o homem - esta mescla de orgulho e baixeza, de cobardia e de perversidade, de amor e de ódio - criou o ente, que vaidosamente chamamos irracional, de atributos que nos sensibilizam a alma, levantando-a em raptos de admiração e respeito à Omnipotência que o tirou do barro comum.
Não há respeito social que me impeça de vos dizer que tenho nojo dos homens, e dou aos brutos que não ponham gravata nem comenda, o grande coração que preciso sagrar a algum afeto.
Eu afago carinhosamente um gato, e choraraia se visse pisar uma lesma dessas que se conservam na sua espécie, e não dos outros moluscos que, pelo facto único da sua posição vertical, teimam em pertencerem a uma espécie que a zoologia, ainda pobre em classificação, denomina humana.
Impaciento-me contra os fabulistas que humanizaram os brutos, para dizerem verdades amargas ao homem.
Havia precisão de injuriar uma raposa, imputando-lhe as astúcias traicoeiras de que é susceptível o animal carnívoro, que a mata, chamdo homem, porque a raposa lhe agadanha a galinha que ele quer comer?
Maldito seja o homem que confia no homem! são palavras de Jeremias que viveu à coisa de 2000 anos e passou o seu tempo a chorar a torpitude da sua raça, e da nossa que piorou muito com a excrecência do contrato do tabaco e do sabão, do cobrador da fazenda, e do conselho de saúde.
O demónio para convivência é muito melhor sujeito que o homem.
Não acreditam?
Paciência!".

Camillo Castello Branco
citado in "As mulheres e os Homens julgados pelos Maldizentes", Livraria A. M. Pereira, 1870, p. 139
"Não o nego, sempre fui louco por cães de raça.
Porquê?
Por quatro motivos:
   1º Porque são bonitos.
   2º Porque são bons.
   3º Porque não tratam de política.
   4º Finalmente porque são cães.
Se os homens reunissem todos estes predicados, apaixonar-me-ia também pelos homens, mas...
Felizmente faço excepção a esse respeito, meu caro leitor."

Lamartine

sexta-feira, janeiro 07, 2011

PORTUGAL - PAÍS DE NÊSPERAS!

BEMVINDO AO CLUBE DAS NÊSPERAS MUITO CALADAS A VER O QUE ACONTECE

É BOM QUE NINGUÉM SE ESQUEÇA QUE É POR CAUSA DAS NÊSPERAS QUE UMA CERTA CLASSE, PRECISAMENTE A POLÍTICA, PODE IMPUNEMENTE "FAZER" (APROVAR E PUBLICAR) CERTAS LEIS MUITO BEM MAL FEITAS!!!
LEIS ESSAS QUE SERVEM ÀS MIL MARAVILHAS PARA TUDO!
E TUDO VAI DESDE CASA PIA AO FREEPORT, DESDE AS SUCATAS A QUALQUER PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA CHUMBADA PELO TRIBUNAL DE CONTAS MAS, AINDA ASSIM, A CONTINUAR EM VIGOR E A ENCHER OS BOLSOS DOS BOYS.
TUDO, ENGLOBA AINDA O BPN, BANCO CRIADO E USADO PELOS BOYS DO SISTEMA PARA TODO O BRANQUEAMENTO E DEMAIS NEGÓCIOS ESCUSOS E ESCUROS MAS FEITOS ÀS CLARAS.
FEITOS ÀS CLARAS PORQUE OS OUTROS BOYS DO MESMO SISTEMA ESTAVAM A ASSOBIAR CONVENIENTEMENTE PARA O LADO.
E PARA QUE NADA PERCAM OS BOYS QUE ENTRETANTO, PELA EXPLOSÃO DA BOLHA, FICARAM A ARDER COM DINHEIRO QUE NINGUÉM SABE DE ONDE VEIO NEM PARA ONDE VAI
E POR ISSO MESMO, DURANTE 10 (DEZ) ANOS OS PORTUGUESES QUE PAGAM IMPOSTOS VÃO TER DE PAGAR DO SEU BOLSO, TUDO PARA TAPAR O BURACO ORÇAMENTAL CRIADO PELA DECISÃO DOS MESMOS BOYS DE TAPAR O BURACO A FAVOR DOS OUTROS BOYS!
CONFUSO?
AH SIM?
ENTÃO  É SINAL DE QUE OS BOYS ESTÃO A FAZER BEM O SEU TRABALHINHO.
PORREIRO, PÁ!

quinta-feira, janeiro 06, 2011

O humor ilude-nos como uma faísca num campo escuro.
A verve um tanto imoderada, uma corrupção do sentimento que se faz galhofa, um medo de ganhar nome de suspeita virilidade.
Quem não troça é beato ou é eunuco.



Agustina Bessa-Luís

CONVERSETA EM CRESCENTO E DESCAMBANDO EM VERNÁCULO BEM ESCUSADO!

Um dia destes, à conversa com um canadiano amigo, perguntava-me ele:
"Houve lá, para um país com 800 anos de história, como é que ainda não aprenderam quase nada? Como é que ainda permitem governos e políticos destes?"

E a minha resposta foi:
"Não sei bem, pá, mas talvez nunca tenhamos ultrapassado a fase feudal que alguns historiadores dizem nunca ter ocorrido em Portugal.".

"What? What are you talkin' about?"

"Yah, meu! O que nós queremos, todos e cada um, é que venha um qualquer senhor que nos ampare, um qualquer salvador que nos salve, um qualquer comandante que nos comande a vida."

" You gotta be jokin'!"

"Népia, meu! É o D. Sebastião! O que toda a gente quer é um caralho de um D. Sebastião!"

"Fuck it!"