sábado, outubro 31, 2009

MANIFESTO

É mais do que evidente que Portugal padece de um profundo défice democrático.

Na verdade, a riqueza que o país ainda produz é dividida só por alguns.

Há, de facto, uma eleite, essencialmente política, temperada ainda com uma classe de administradores da coisa pública ou de capitais públicos, que, à revelia do sistema democrático, arrebanha tudo ou quase tudo.

Já não é mais admissível que a pequena ladroagem não tenha acesso a essas situações de grande corrupção.

Porque isto não pode ser só para alguns!

O sistema tem de democratizar-se e tornar-se justo!

Os pequenos e médios ladrões também são gente, também têm família e amiguinhos para alimentar, também desejam um carrito, vá lá, de gama média e, porque não?, de alta gama!

Este é um sistema profundamente injusto!

Com um sistema assim, como é possível elevar para o nível político, ou seja, para o nível da alta corrupção, toda uma classe de gente, menorizada, que nem sequer acredita nas virtualidades da corrupção?

É impossível!

Mas nós continuaremos a lutar para que os desinteressados e descrentes venham a interessar-se e a acreditar na força da corrupção!

Lutaremos para que os pequenos e médios ladrões venham a ter acesso aos grandes banquetes!

Porque o resto da população portuguesa é tão ou mais capaz de ser corrupta como o mais refinado político!

Abaixo a injustiça!

Corrupção para todos!

JÁ!

COMO NASCE UM POLÍTICO

Talvez os meus caros amigos tenham assistido a uma recente entrevista a um excelso político da nossa praça, conduzida pela Judite de Suza.

Caso a tenham perdido, como a gravei, consigo agora reproduzir um breve trecho muito elucidativo da forma como se manifesta a tendência e a vocação política dos jovenzinhos que, ao colo dos papás e padrinhos, enveredam pela carreira política e alcançam depois níveis extraordinários, mais tarde, já à frente de um qualquer governo, ministério ou empresa pública.

Judite de Suza - O senhor pode contar-nos como começou a sua carreira de político?

Excelso Político - Ah! Foi logo na infância... eu ainda estudava na primária...

Judite de Suza - Na primária?!

Excelso Político - Sim! Um dia o meu pai chamou-me e disse-me: " Meu filho, a partir de hoje vou dar-te mil euros de cada vez que tirares um cinco!". Bem, fui falar com a minha professora e disse-lhe: "Professora, a senhora não gostaria de ganhar quinhentos euros de vez em quando?".

sexta-feira, outubro 30, 2009

ANÁLISE SOCIO-ECONÓMICA, PRAGMÁTICA E AXIOLOGICAMENTE NEUTRA

Mais e cada vez mais notícias de corrupção no país!

Ou seja, nada de novo!

Afinal, essa é a actividade principal de uma certa classe, os políticos e seus amigalhaços!

A propósito, surgiu-me esta questão: A corrupção é o problema?

E a resposta é: "Não! A corrupção não é o, nem um, problema para Portugal!"

Na realidade, o verdadeiro problema de Portugal não é a corrupção, mas antes a baixa produtividade!

"Num intendo!"

Eu explico:

1 - Este país só funciona com corrupção.

2 - Mais do que uma constatação, é uma inevitabilidade.

3 - Os Portugueses têm de aprender a viver com as sobras da corrupção!

4 - Daí que, sendo baixa a produtividade, o que se produz é quase completamente absorvido pela corrupção, que é de satisfação prioritária!

5 - Por isso, como isto não chega para tudo, só há um caminho: Produzir o suficiente para que as sobras da actividade de corrupção possam alcançar as franjas inferiores da populaça!

Mainada!

Afinal, nada de novo.

Os mafiosos é isso que fazem: Cobram uma espécie de dízimo e as vítimas vivem com o restante.

E ainda devemos agradecer-lhes...

quarta-feira, outubro 28, 2009

CORRUPÇÃO NA FORMA INDEMONSTRÁVEL

Imagine-se que o Governo, por exemplo, pelo Ministério das Obras Públicas, abre um concurso para a execução de uma grande obra pública.
O concurso decorre absolutamente dentro da legalidade.
É adjudicada a obra.
E é executada.
Perfeito.

Acontece que o país não precisa daquela obra, com aquela dimensão ou características, ou naquela localização, ou no momento em que é realizada.

Certo é que a obra se fez e foi paga.

Certo é que todos os requisitos de legalidade foram observados.

Questão: Como se demonstra que a obra foi efectuada à revelia do interesse público e sobretudo para favorecer um determinado grupo financeiro e empresarial?

TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO

Parece que "toda a gente" ficou escamada com a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Barack Obama.
"O que fez ele para o merecer?", perguntou-se um pouco por todo o lado.

E, na verdade, o que fez ele, Barack Obama?

Aparentemente, nada!

Vejamos então a questão de dois simples pontos de vista, que aqui apenas se enunciam.

Já alguém se questionou sobre o poder político da Academia Sueca?
Claro que sim.
Mas o que eu quero dizer é:
Não será um exercício de poder político, a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Barack Obama?
Não se pretenderá condicionar a sua governação no sentido do fomento, pelos USA, da paz no planeta e especialmente no Médio Oriente e mais a levante?
E com isso condicionar também a intervenção dos aliados dos USA?
Se assim for, então a atribuição desse Prémio Nobel é um verdadeiro acto político, aparentemente bem intencionado.

Mas pode ser outra coisa.

Já alguém se questionou sobre o poder do islão (em sentido amplo, da umma islâmica) sobre a Academia Sueca?
Se assim for, e se o islão tiver exercido esse poder, não poderá a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Barack Obama, com o sentido político acima apontado, constituir uma tentativa de fragilização da intervenção Norte Americana e, por arrasto, dos seus aliados, nos cenários de guerra do Médio Oriente, Afeganistão, etc, deixando Israel mais à mercê da umma islâmica e o Irão mais próximo da bomba atómica?

Enfim...

Só coisas quematormentam...

domingo, outubro 18, 2009

SAÍDO DA PENA DO MÁRIO CRESPO, ÀS 00H, 30M

Assistir ao duríssimo questionamento da comissão de inquérito senatorial nos Estados Unidos para a nomeação da juíza Sónia Sottomayor para o Supremo Tribunal é ver um magnífico exercício de cidadania avançada.
Não temos em Portugal nada que se lhe compare.
Se os nossos parlamentares tivessem a independência dos congressistas americanos, Cavaco Silva nunca teria sido presidente, Sócrates primeiro-ministro, Dias Loureiro Conselheiro de Estado, Lopes da Mota representante de Portugal ou Alberto Costa ministro da Justiça.
O impiedoso exame de comportamentos, curricula e carácter teria posto um fim às respectivas carreiras públicas antes delas poderem causar danos.
Se a Assembleia da República tivesse a força política do Senado, os negócios do cidadão Aníbal Cavaco Silva e família, com as acções do grupo do BPN, por legais que fossem, levantariam questões éticas que impediriam o exercício de um cargo público.
Se o Parlamento em Portugal tivesse a vitalidade democrática da Câmara dos Representantes, o acidentado percurso universitário de José Sócrates teria feito abortar a carreira política. Não por insuficiência de qualificação académica, que essa é irrelevante, mas pelo facilitismo de actuação, esse sim, definidor de carácter.
Do mesmo modo, uma Comissão de Negócios Estrangeiros no Senado nunca aprovaria Lopes da Mota para um cargo em que representasse todo o país num órgão estrangeiro, por causa das reservas que se levantaram com o seu comportamento em Felgueiras, que denotou a falta de entendimento do procurador do que é político e do que é justiça.
Também por isto, numa audição da Comissão Judicial do Senado, Alberto Costa, com os seus antecedentes em Macau no caso Emaudio, nunca teria conseguido ser ministro da Justiça, por pura e simplesmente não inspirar confiança ao Estado.
Assim, se houvesse um Congresso como nos Estados Unidos, com o seu papel fiscalizador da vida pública, por muito forte que fosse a cumplicidade dos afectos entre Dias Loureiro e Cavaco Silva, o executivo da Sociedade Lusa de Negócios nunca teria sido conselheiro presidencial, porque o presidente teria tido medo das cargas que uma tal nomeação inevitavelmente acarretaria num sistema político mais transparente.
Mas nem Cavaco teve medo, nem Sócrates se inibiu de ir buscar diplomas a uma universidade que, se não tivesse sido fechada, provavelmente já lhe teria dado um doutoramento, nem Dias Loureiro contou tudo o que sabia aos parlamentares, nem Lopes da Mota achou mal tentar forçar o sistema judicial a proteger o camarada primeiro-ministro, nem Alberto Costa se sentiu impedido de ser o administrador da justiça nacional em nome do Estado lá porque tinha sido considerado culpado de pressionar um juiz em Macau num caso de promiscuidade política e financeira.
Nenhum destes actores do nosso quotidiano tinha passado nas audições para o casting de papéis relevantes na vida pública nos Estados Unidos.
Aqui nem se franziram sobrolhos nem houve interrogações. Não houve ninguém para fazer perguntas a tempo e, pior ainda, não houve sequer medo ou pudor que elas pudessem ser feitas.
É que essa cidadania avançada que regula a democracia americana ainda não chegou cá.

quinta-feira, outubro 15, 2009

PARALELISMOS DE CINISMO FEITOS

Na época já decandente do esclavagismo, ouviu-se este diálogo:

- E agora? Os escravos estão a morrer à fome!
- Bem, agora temos de sacar menores quantidades ao erário do império e canalizar alguma pecúnia para o caldo, para manter vivos estes estúpidos escravos!
- Sim, sim. Estúpidos, mas trabalhadores. Sem eles não há produção de pecúnia!
-Claro, claro! E sem pecúnia ficamos nós sem poder «arrecadar» o «nosso»!
- A propósito: Estou a pensar numas grandes obras públicas...
-Sim?
- Sim. Matamos dois coelhos com uma cajadada: Propiciamos o modo de continuarmos, nós e os nossos amigos, a «arrecadar» a pecúnia e justifica-se o esclavagismo pela impossibilidade de o suprimir face ao deficit, à baixa produtividade...
- E estes labregos continuarão a trabalhar a troco de uma malga de coisa nenhuma eh eh eh


Na época já decadente da democracia semi-presidencialista, ouve-se este diálogo:

-Bem, a situação social adquiriu foros políticos incontornáveis, pá!
-Pois é, já não podemos ignorar.
-Está na altura de dar a esses labregos uma pequenina porção... apenas o suficiente para que possa ser politicamente invocado e seja minimamente visível. Telefona aí ao gajo da segurança social...
-Bem, na verdade é preciso mantê-los vivos. Afinal são estes labregos que trabalham, pá!
- Poisé... a propósito: temos o nosso pessoal a reclamar, pá, que não há obras públicas onde possam sacar à grande, que não há cargos em empresas e serviços públicos fantasma! Nada!
-E o partido, pá! Sem isso o partido também não arrecada nada!
- Mas isto vai mudar: Vamos executar aquelas grandes obras públicas!
- Ora bem: Assim matamos dois coelhos com uma cajadada: Propiciamos o modo de continuarmos, nós, o nosso partido e os nossos amigos, a «arrecadar» a pecúnia e justifica-se o esclavagismo..., quer dizer, a manutenção do baixo nível de vida dos labregos, pela impossibilidade de o elevar face ao deficit, à baixa produtividade e essas coisas...
- E estes labregos continuarão a trabalhar a troco de uma malga de coisa nenhuma eh eh eh
- E nós a enriquecer ih ih ih

quarta-feira, outubro 14, 2009

O DINHEIRO QUE EU POUPO EM CONSULTAS DE PSIQUIATRIA QUE NÃO FAÇO!!!

ABENÇOADO BLOG!!!

domingo, outubro 11, 2009

DEMOCRACIA ENCLAUSURADA com final escatológico

Parece que hoje é dia de voto.
Para as autarquias.
Desengane-se quem pensa que esta é uma eleição democrática.
Não é!
Na verdade, apenas uma parte dos ladrões e corruptos estão na corrida, tendo-se apresentado como candidatos aos lugares autárquicos.
Outros ladrões e corruptos há em Portugal, embora não tão bem qualificados como os que integram listas eleitorais.
Mas desses outros ninguém quer saber.
Isto é: Querem saber, mas é para os enclausurar.
Tá mal, pá!

"Soltem os prisioneiros!"
As autarquias precisam de todos os ladrões e de todos os corruptos e não apenas da elite dos ladrões e dos corruptos!
É por essas e por outras que isto não avança, pá!
Até porque, ao que consta, são precisamente os ladrões e corruptos mais refinados que fazem mais obra!
Ora, do que Portugal precisa é de obra!
Ou seja: Portugal precisa de obrar!
E das duas uma: Ou Portugal consegue obrar ou morre entupido com tanta merda!

quarta-feira, setembro 30, 2009

UM NOVO HINO NACIONAL

Ouvi hoje na televisão que está em curso uma distribuição de senhas da Cáritas que podem depois ser trocadas por comida nos supermercados.

Lembro-me dos meus avós relatarem estes mesmos procedimentos de caridade, também pela Cáritas, nos tempos do Estado Novo, em plena época fascista e miserável.

Como é possível voltar-se ao mesmo, com trinta anos de um Estado que se diz democrático, baseado na dignidade da pessoa humana e que se diz empenhado na construção de uma sociedade livre, justa e solidária (artº 1º da Constituição)?

Quem é que falhou?

De quem é a culpa?

Da crise internacional?

Os portugueses andam cegos, imbecilizados que estão e que são, permanentemente, pelo discurso de quem se apoderou do Estado e dele tudo saca!

Estado esse suportado, maioritariamente e muito maioritariamente, pelos impostos de quem trabalha e nada tem e nem dignidade lhe é reconhecida.

A clivagem na sociedade portuguesa é mais do que evidente, é uma penosa realidade que já faz distribuir senhas de comida, pela Cáritas, quando outros se pavoneiam em maseratis e bentleys, quando conselhos de administração de empresas públicas gastam milhões apenas para trocar os carros topo de gama por outros ainda mais topo de gama.

Que tristeza.

Sobretudo quando nesta mesma sociedade há um rastilho de corrupção na ordem dos milhões de milhões de euros, que envolve sempre gente do poder ou ligada ao poder (PUDERA! é ali que está o dinheiro do Estado, de todos nós!).

Chegámos ao ponto de o cidadão já não se importar com a condenação (não apenas rumores ou acusações), com a condenação em juízo de pessoas que são candidatas a lugares públicos nos quais praticaram os factos e corrupção que motivaram a sua condenação.

E até afirmam que vao neles votar!

E até votam efectivamente neles, elegendo-os!

Apenas se pode concluir que Portugal tem o que merece.

Acho até que deveriam mudar a letra do hino nacional, a Portuguesa, para passar a ser assim:

HERÓIS DO NADA
POBRE POVO
NAÇÃO DORMENTE, IRREAL
LEVANTAI HOJE DE NOVO
A SENHA NA CÁRITAS DE PORTUGAL

ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA
Ó PÁTRIA SENTE-SE A VOZ
DOS TEUS EGRÉGIOS AVÓS
QUE HÃO-DE CULPAR-TE SEM GLÓRIA

ÀS ARMAS, ÀS ARMAS
SOBRE A TERRA, SOBRE O MAR
ÀS ARMAS, ÀS ARMAS
PELOS CORRUPTOS MARCHAR, MARCHAR!


terça-feira, setembro 29, 2009

CONTRIBUTO PARA UMA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Com os principais órgãos políticos do país envolvidos em... num... não-se-sabe-bem-o-quê, há que especular, caso contrário embrutecemos.
O que é que Cavaco não disse, nem vai dizer, porque simplesmente não pode, nem pode prová-lo?
Isto:
O PS domina o país.
E fá-lo de uma forma subreptícia, insidiosa, manipulativa, propagandística e tirânica.
Mas fá-lo de uma forma tal que se torna indizível, indemonstrável ou, melhor dizendo, indemonstrável de uma forma imediata, clara e consequente.
É uma actuação no fio da navalha, num limbo amparado pela propaganda, pela habilidade política e pela retórica.
Hitler fez exactamente o mesmo: Com uma actuação e um discurso insidioso, manipulador e propagandístico, conseguiu dominar a consciência colectiva dos alemães e de cada um deles e condicionar a actuação dos dirigentes das outras nações.
Só com a invasão da Polónia a Europa acordou para o logro e começou a perceber finalmente quem era Hitler.
Com este Pinto de Sousa dito Sócrates passa-se, na minha opinião, exactamente o mesmo fenómeno.
Na justiça, sempre com um sorriso, criou os mecanismos de controlo das magistraturas, desde o controlo dos juízes, pela fragilização do seu estatuto social, pela introdução dos seus esbirros no Conselho Superior da Magistratura, até à fragilização das leis penais e processuais penais (Casa Pia jamais voltará a contecer).
O Ministério Público, sem meios e com prazos agora apertadíssimos, trabalha ingloriamente.
Na função pública, a forma das notações é hoje uma das formas de subjugação mais insidiosa que já existiu, com níveis de governamentalização das estruturas de chefia como nunca visto.
No controlo social, foi um atrás do outro a cair que nem tordos (por razões perfeitamente transparentes e sem qualquer intervenção governamental, CLARO!!!: José Eduardo Moniz TVI, pimba! Manuela Moura Guedes, pimba! José Manuel Fernandes (Público), pimba!
A criação de uma figura giratória (um secretário-bufo) de reporte directo ao Governo das matérias de polícia e de informação e inteligência (Casa Pia e processos de corrupção, jamé! ninguém será apanhado com as calças na mão, pois mal uma investigação se inicie o bufo logo dá conhecimento ao "chefe" e tudo será devidamente acautelado...).
Uma rede de operadores informáticos, disfarçados em blogues e outras instâncias informáticas, a disseminar e subverter a informação, a contra-informar e a fomentar a propaganda v.g., entre outros, o blogue corporações.
A forma sempre subversiva de actuar, espertalhona, evitando as verdadeiras questões e com um discurso desfasado da realidade, mas que se vai transformando na realidade ou numa realidade assente apenas no discurso e na crença patética que o mesmo induz junto de uma população imbecilizada. Exemplo: depois de perder a maioria absoluta, as primeiras palavras de Sócrates foram: "Esta foi uma vitória extraordinária. Digo bem: Extraordinária!".
Não foi.
O PS sai enfraquecido destas eleições, mas o discurso subverte esse resultado, lança a propaganda e a maioria imbecilizada come tudo como se marmelada fosse.
Não vem mal ao mundo pelas palavras sobre a dita vitória, mas serve para ilustrar que é este o estilo e a substância (nenhuma).
E como é que se "diz" tudo isto?
Como se denuncia?
Muito especialmente, como é que ao mais alto nível se desmonta uma estrutura destas, que colonizou o Estado ao ponto de, por vezes, ser até evidente que com ele se confunde?
Resposta: Missão impossível.
Resta um tipo de discurso que nada diz mas que deixa dito o suficiente para se poder perceber que há mais quem veja o que acabo aqui de deixar exarado.
Portugal tem vindo a ser refém dos partidos políticos, à vez.
Neste momento é refém do PS, que tomou o país de assalto e se prepara para, sempre em nome do progresso, colocar nas mãos dos grandes interesses, que certamente o suportam no poder e na sua conquista, uma grossa fatia de um bolo que os Portugueses actuais e sobretudo os vindouros hão-de pagar sabe-se lá com que dinheiero, pois que se prepara para gastar o que não se produz no país nem sequer o país tem capacidade para produzir.
Portugal está num atoleiro.
Oxalá não se afunde nestas águas turvas, nestas areias movediças.

segunda-feira, setembro 28, 2009

VITÓRIVITÓRVIRIATÓRIAVITÓTÓRIVITÓRIA

- Hey mén! tivestes a ver as eleições?

- yah! Já traminaram, meu!

- E atão quim é que ganhou?

- Todes, meu!

- Fosca-se! Todes! Todes nan pode ser, meu!

- Ah não?! Ah não?!!! Atão olha:
O PS diz ca foi uma vitória sxtrórdinária!
O CDS PP diz que foi espetaculáre, caté subiu dois... dois... dois coisos...
O bloco desquerda parece que ganhou tudo e tem mais do dobro daquilo tudo e ainda tem a Ana Drago e ó caneco!
O PCP qué CDU diz qué uma grande vitória dos trabalhadores...

-Yah, meu! Mas tásta esquecere do PSD, meu! Namedigas cusgajos tamém ganharam!?

-Yahhhh, meu! Quercedizere... eu nan sei, né... mas ca senhora tava toda sorridente, lá isso tava!

- Ah é!!? E ria de quê??

- Sei lá, meu... se calhar ria pra não chorare...

domingo, setembro 27, 2009

O ORÇAMENTO NACIONAL DEVE SER EQUILIBRADO.
AS DÍVIDAS PÚBLICAS DEVEM SER REDUZIDAS.
A ARROGÂNCIA DAS AUTORIDADES DEVE SER MODERADA E CONTROLADA.
OS PAGAMENTOS A GOVERNOS DEVEM SER REDUZIDOS.

SE A NAÇÃO NÃO QUISER IR À FALÊNCIA, AS PESSOAS DEVEM NOVAMENTE APRENDER A TRABALHAR,
EM VEZ DE VIVER POR CONTA PÚBLICA. *

*MARCUS TULLIUS, Roma, 55 a.C.

sábado, setembro 26, 2009

PILAS A PRIMEIRO-MINISTRO!!!

Se você ainda não encontrou o seu candidato vote no PILAS!

Ele é a única esperança!

O único que aumenta a população!

É duro!

Respeita as regras!

Não gosta de chatos!

A sua preocupação é ficar por dentro!

Conta com o apoio das mulheres!

As suas realizações aparecem após 9 meses!

É modesto, está sempre escondido!

Trabalha a qualquer hora do dia ou da noite!

Não é preguiçoso, levanta-se apenas com o pensamento!

É pobre, vive pendurado!

Chora de prazer quando trabalha!

É honesto: É o único que entra cheio e sai vazio!

Desportista, joga com duas bolas!

Só fica preguiçoso após o trabalho!

É educado: Quando vê uma mulher, levanta-se!

Não é traiçoeiro, mas à vezes ataca por trás!*


*recebido por sms, de autor ignorado

sexta-feira, setembro 25, 2009

E AGORA????????

O QUE FAZER COM O MEU VOTO?

O votante ingénuo: Eu vou votar no Partido P porque de facto tem uma linha ideológica social democrata, tem uma estratégia para o país, tem pessoas muito competentes e eu não tenho dúvidas que Portugal vai tornar-se um país de primeira linha.

O votante cassete: Voto no Partido X! É um partido com valores, luta contra o grande capital, é pelo sindicalismo e sempre a favor dos trabalhadores!

O votante científico: Atendendo à globalização em curso e tendo em conta o jogo das forças geo-estratégicas globais, eu diria que ou nos associamos ao main stream e apanhamos a alta velocidade da economia ou nos afundamos nas tramas intestinas e de baixos horizontes. Por isso, só o Partido Y é capaz de gerir o país em direcção ao futuro!

O votante calculista: No Sábado é queu decido. É que hoje à noite é que se vai saber quem é o novo director do meu departamento... e eu primeiro preciso de saber de que partido équêlé! Porquisto, pá, uma mão lava a outra...

O votante remunerado: Pois eu cá vou votar naquele... o do coiso... é pá... aquele do outro dia... aqueles quinté vieram aqui ao bairro e trouxeram esferográficas que nos deram! Oh oh!

O votante distraído: Eleições? O Luis Filipe Vieira caiu?

O votante nulo: Eu vou lá, pá! É queu vou lá mêmo pôr o meu voto! Mas desta vez vou fazer uns cornos à manuel pinho!

O vontante em branco: Voto! Claro! Mas se todos votassem como eu fazia-se uma... revolução branca! Queria ver a cara deles se todos os votos fossem em branco!

O abstencionista: Para esta palhaçada, pá, não contem comigo!

O não votante: Vão bardamerda, pá!

Ti Anafrásia de Alcagoitas do Adro: O quê, sxenhor!? Sx'eu boto? 'pérâí queu bou préguntar ó mê home. Ó Chico, Chiiico! Eu costumo botar?

Ti Chico da Anafrásia: Não filha... tu inda adromeces primêro quieu!


quinta-feira, setembro 24, 2009

RETRATO A LA MINUTE II

Da forma mais improvável, é certo, mas consegui reunir em mesa redonda os mesmos tipos cá do burgo.
Desta feita, sem a "beberagem da verdade" misturada no café.
O mote da conversa, entretanto, mudou: PS acima do PSD!
Eis as mesmas classes, os mesmos tipos e os comentários:

CLASSE DOS CHICO-ESPERTOS:

- Tipo da alta roda: Olhe, é como lhe disse: A mim tanto se me dá. Dinheiro é poder e o poder não tem cor política, percebe? Eu mando, eles executam! Eu pago, eles licenciam as obras que eu pretendo, licenciam o abate das árvores que estorvam, adjudicam-me as obras públicas que me interessam... percebe? Aliás, é sempre muito prometedor poder operar com gente que percebe da poda...

- Tipo da classe média com emprego: Só poderia ser assim! Não fosse a crise internacional e Portugal estaria agora... ui... sabe-se lá!... é que o Governo tem feito um enooorme esforço e só a gentinha do costume é que não o reconhece! Gente que só sabe dizer mal e viver à custa do Estado, claro...

- Tipo da classe média sem emprego: É pá... quer-se dizer... bem vistas as coisas... vamos lá a ver... eu não tenho nada contra os socialistas... até acho que a crise internacional é que não os deixou fazer melhor, né! Eu tive um bocado de azar, mas agora já tou a receber do fundo de desemprego ou lá o que é... e... prontos, pá! temos que ser uns prós outros...

CLASSE DOS ASPIRANTES A CHICO-ESPERTOS

- Classe baixa: O PS já tá à frente? Eu sempre disse que era preciso era um gajo assim comó Salazar, pá, cheio de gana e com eles no sítio, pá!

- Classe baixíssima: PS à frente? Será que vai ganhare? É pá... isto é preciso é oprtenidades pá... queu já tou farto de andare ó cartão pá...

DESCLASSIFICADOS

- Paupérrimos: Olhe meu sxenhor, a gente lá na aldêa nã quer xaber de pelítica... eu qando sxaio da nha'ldêa inté fico tonta... parecxe outro mundo! de modes camim nã mintressxa e prontes, ca gente nã vê televijão purcagente tamém nã tem luz, né e atão olhe... é assxim... é a bida...

- Sem Abrigo: PS à frente? É pá... vou mudar-me ali pró portão do ministério das obras públicas, porquaquilo parece que vai tar muito concorrido... Olha aí... alguém tem aí um euro que mempreste? yah! Fixe!

domingo, setembro 20, 2009

RETRATO A LA MINUTE I

Convidei para uma mesa redonda uns quantos tipos cá do burgo.
Sem que eles soubessem (OK, processem-me!) dei-lhes uma "beberagem da verdade" misturada no café.
Eis o mote da conversa: PSD e PS empatados!
Eis as classes, os tipos e os comentários:


CLASSE DOS CHICO-ESPERTOS:

- Tipo da alta roda: Olhe, a mim tanto se me dá. Dinheiro é poder e o poder não tem cor política, percebe? Eu mando, eles executam! Eu pago, eles licenciam as obras que eu pretendo, licenciam o abate das árvores que estorvam, adjudicam-me as obras públicas que me interessam... percebe?

- Tipo da classe média com emprego: O país não está tão mal como dizem alguns, sabe. O Governo tem feito um enooorme esforço e há alguns que não querem ver isso. São uns alarmistas, percebe?, gente que só sabe dizer mal. Vão mas é trabalhar e deixem-se de viver à custa do Estado!

- Tipo da classe média sem emprego: A culpa disto tudo é dos socialistas, ou melhor, dos xuxialistas! Governam só para alguns! isto é só compradio e quem não tem um bom padrinho está quilhado, pá!

CLASSE DOS ASPIRANTES A CHICO-ESPERTOS

- Classe baixa: Empatades?! É tudo a mêma merda, pá! Vão mazé trabalhare!

- Classe baixíssima: Eu dôlhes o empate! Uma pazada plus cornes abaixo é que é! Alevanta-se um gajo às quatre da matina pra ir ó cartão por essas ruas afora, pá, porquisto nãhá empregues, pá, nãhá nada, pá...

DESCLASSIFICADOS

- Paupérrimos: Olhe, a gente lá na aldêa nã quer xaber de pelítica, a gente assxemeia as batatitas e umas coubes pa fazer o caldito e prontes, ca gente nã vê televijão purcagente tamém nã tem luz, né e atão olhe... é assxim... é a bida...

- Sem Abrigo: Empatados? E depois? Meu amigo, eu sou engenheiro, percebeu? Enge-nheiro! E não fiz exames por fax, percebeu? Ser sem abrigo é opção minha, percebeu? E sabe porquê, hã? Precisamente por causa disso! Não tou prózaturar, pá! Nem a eles nem a filho de puta nenhum! Puta que os pariu, pá! Vão bardamerda, pá! Olha... alguém tem aí um euro que mempreste? yah! Fixe!

sábado, setembro 19, 2009

AULA DE QUÍMICA

DISSOLUÇÃO vs SOLUÇÃO


Qual é a diferença entre uma dissolução e uma solução?

Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se dissolva.

Uma solução seria metê-los a todos.

sexta-feira, setembro 11, 2009

O SEGREDO DO DEMAGOGO É FAZER-SE PASSAR POR TÃO ESTÚPIDO QUANTO A SUA PLATEIA

PARA QUE ESTA IMAGINE SER TÃO ESPERTA QUANTO ELE.*

*Karl Kraus

quarta-feira, setembro 02, 2009

CUIDADO!

O politicamente correcto é uma forma de hipocrisia.
Públicas virtudes e privados vícios, é o que é.

O politicamente correcto acaba por ser um lápis azul auto manejado, uma forma de auto censura.

Estou cansado do politicamente correcto.

Se um filho-de-puta é um filho-de puta porque não dizê-lo?

O meu avô também não era alinhado no politicamente correcto.
E dizia-me: "Olha meu filho: Fica atento! Tem cuidado com os filhos-de-puta!"

Nunca noutras eleições, como nestas legislativas, estive tão atento e com tantos cuidados!

sexta-feira, agosto 21, 2009

PARADOXO EXISTENCIAL

Subtil
O tempo.
A leve brisa no silêncio
dos afazeres longínquos.
Perdido no nada
à espera de nada
à espera do nada.
Com tudo para ser.
E sou.

É o nada que me preenche os dias.
O nada cósmico
feito das partículas atómicas do meu ser pulsante.
Dos nossos "ser".
O nada da espiral sem fim,
volátil,
instantânea,
que é sem ser.

A existência é dinâmica.
A existência é uma dinâmica.

Volto à brisa suave.
Envolto na brisa suave
solto os sentidos à natureza.
O sentido cósmico do ser
assola-me.
Invade-me.
Pacifica-me.

Não há referências cósmicas.

Para ser
inventámos Deus.
Tal como para ter se inventou o dinheiro.

E somos?

E sendo, sabemos nós o que somos?
E, sendo, saberemos ser o que somos?
Para onde vai o que somos depois de deixarmos de ser o que somos?

Ser ou não ser.
É a aparente, eterna, cósmica questão.

Somos nada.
Seremos nada
em direcção ao nada.
Entretanto, tudo acontece.
Um tudo fugaz.
Um tudo universal e fugaz.
Um tudo maravilhoso, universal e fugaz.
Um tudo trágico.
Um tudo-nada!

xavier
21AGO2009

terça-feira, agosto 11, 2009

MORTE DE GRILO

Embora mantenha uma leve esperança que assim não seja,
temo que
os sócrates e ferreiras leites e os isaltinos e fátimas felgueiras e os antónios pretos deste país
sejam o que de melhor o país é capaz de produzir, politicamente falando!

Se assim for, é sinal de que estamos nos limites máximos da nossa competência política colectiva.

E se o melhor é isto, então Portugal e os portugueses estão lixados com um F do tamanho dessa incompetência.

As próximas eleições legislativas não consubstanciam mero acto de sufrágio.

Serão um acto suicida.

sexta-feira, agosto 07, 2009

GANGSTERS

Chicago, anos 30 do século XX.

As várias famílias de gangsters preparam a batalha pelo controlo dos negócios escuros, do dinheiro, do poder.

Internamente, os capo e homens de mão perfilam-se, ajoelham e beijam a manápula de cada padrinho, sedentos dos lugares mais altos na hierarquia interna.

Para o exterior, a imagem de cada família é de candura, com os seus negócios de fachada legítima, os seus filhos e filhas, com os seus netos e netas, os seus mortos aparentemente por causas naturais.

O cidadão comum, crédulo, só se apercebe do logro quando os capo lhe cai em cima, exigindo o pagamento extorsionista, qual aumento inopinado de impostos, impondo o seu (da máfia) negócio ilegal pago com o seu (do cidadão) dinheiro.

A batalha campal não é pela alternativa.

A luta é pela alternância.

A sede é de poder.

Há muitos capo e homens de mão para alimentar.

Al Capone, depois do jogo ilegal, dos prostíbulos, destilarias e cervejarias ilegais, depois de assassinar e trucidar quem se lhe atravessou no caminho, veio a ser condenado por fuga ao fisco.

Por vezes é assim.

Um Casa de Caridade, um Livreporto, ou outra merda qualquer, pode dar cabo de uma brilhante carreira.

Mas, claro, isto era a América dos anos 30 do século XX.

sábado, agosto 01, 2009

OBRAS PÚBLICAS E CONSEQUÊNCIAS

Saído dos bancos da universidade com uma licenciatura em economia no bolso, o Zé Chico-Esperto, por portas-travessas, lá conseguiu uma audiência com o primeiro do seu país, invocando o seu empreendedorismo e juventude.

-Senhor primeiro, agora que já explanei as linhas mestras do empreendimento que me proponho realizar com vista a apresentar-me nos concursos das grandes obras públicas anunciadas, e que é de vulto como vê, devo manifestar-lhe o meu receio de entrar num meio empresarial em que, segundo consta, grassa a corrupção.

-Chico-Esperto, meu caro empreendedor, não deve temer, pois nós temos combatido ferozmente esse flagelo e hoje praticamente é um fenómeno marginal. Se consultar a nossa página na internet, verá! A propósito... aqui tem um magalhães que de bom grado lhe ofereço... não se esqueça de votar... eh eh eh

-Pois... muito obrigado. Saiba, senhor primeiro, que ainda nem iniciei a minha actividade e já fui abordado por uma empresa, a propor uma parceria em termos que francamente me pareceram muito, mas mesmo muito à margem da lei, envolvendo dinheiros públicos por debaixo do pano, financiamento partidário também por debaixo do pa...

-Desculpe interrompê-lo, caro Chico-Esperto, mas empresas assim são hoje uma raridade. Na verdade... ora deixe-me cá ver... essa empresa... terá sido a Motoreta & Engenhocas, SA?

-Com todo o respeito, senhor primeiro, não posso divulgar, sabe, é que...

-Ah! Então terá sido a Falcatrões & Burlatícios, Ldª?

-Não, não, sabe...

-Já sei! Foi o BPN - Bronco Prapular & Negaças, SA ! Ou então o consórcio Santinho, Pinhoco & Jamé, SA! Talvez a Enge & Nheiros - Obras Feitas, SA! Ou mesmo a Proabjecto & Arquitectura das Beiras, Ldª!

-Senhor primeiro, com todo o respeito... não posso divulgar.

-Muito bem, meu caro jovem. Em todo o caso, já sabe: A corrupção é um fenómeno raro e mesmo desconhecido na nossa democracia e especialmente durante o meu governo!

Terminada a audiência, o jovem empreendedor Chico-Esperto
reune-se com o seu sócio, Chico-Basófias.

-E então, resultou??

-Claro!!! Tenho seis nomes de empresas a quem podemos propor parcerias "especiais" eh eh eh...

OS LADRÕES DE FRAQUE

Num país de chico-espertos e onde muitos dos que são tratados por “Vossa Excelência” são verdadeiros ladrões, uma pessoa honesta ou é considerado burro ou um otário.

quarta-feira, julho 29, 2009

PALAVRA DO SENHOR (versão portuguesa)

Quando Deus fez o mundo, para que os povos prosperassem, decidiu dar-lhes apenas duas virtudes.

Assim, mandou ao seu anjo-secretário que anotasse :
Aos suíços, fê-los estudiosos e respeitadores da lei.
Aos alemães, organizados e pontuais.
Aos japoneses, trabalhadores e disciplinados.
Aos italianos, alegres e românticos.
Aos Franceses, cultos e finos.
etc
Aos Portugueses, inteligentes, honestos e socialistas.


O anjo anotou, mas logo em seguida, humildemente, indagou:
- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém aos portugueses, foram dadas duas e ainda o socialismo! Isto não os fará soberbos em relação aos outros povos da terra?

- Muito bem observado, meu anjo! exclamou o Senhor.

E o Senhor continuou:
Em verdade te digo, meu bom anjo, que é necessário fazer uma correcção!
De agora em diante, os portugueses, aliás, povo do meu coração, manterão essas duas virtudes e o socialismo.
Todavia, nenhum deles poderá utilizar, simultaneamente, mais de duas, como os outros povos!
Assim, o que for socialista e honesto, não pode ser inteligente. O que for socialista e inteligente, não pode ser honesto.
E o que for inteligente e honesto, não pode ser socialista!!!

segunda-feira, julho 27, 2009

DEMOCRACIA SEMÂNTICA

TGV e novo aeroporto são obras que, mais tarde ou mais cedo, serão realizadas.

Apesar das ideias neoliberais, as teorias keynesianas da despesa pública como factor de desenvolvimento permanecem tão válidas hoje, no cenário de crise actual, como na crise que suscitou a sua construção, na sequência da crise de 1929.

O problema não está aí.

O grave problema para o país é a sua engenharia financeira e jurídica quando efectuada pelo partido socialista.

A gentalha que domina o PS não terá escrúpulos em perpectuar o seu poder através do endividamento do país a grupos financeiros que os suportam no poder ou na sua conquista, utilizando para tanto as grandes engenharias financeiras das grandes obras públicas pagas pelos contribuintes pagantes.

Veja-se o que aconteceu com as concessionárias da Ponte VAsco da Gama e das SCUT, cujos contratos contêm cláusulas que permitem embolsar milhões à custas dos contribuintes pagantes.

Veja-se a vergonha denunciada pelo Tribunal de Contas relativamente ao contrato com a Mota-Engil do padrinho Coelhone relativamente à concessão do terminal de contentores.

E apesar de algumas instituições funcionarem no âmbito das suas atribuições, ninguém as ouve, nenhuma consequência útil se vislumbra.

O Ministério público, cada vez mais inoperante, espartilhado.

O sistema de justiça descredibilizado.

Portugal é o paraíso dos chicos-espertos.

E é o contribuinte pagante que alimenta toda esta corja de bandidos.

terça-feira, julho 21, 2009

INGINHARIA SO CRETINA

Toda a gente percebe, de forma realista, que o país é um copo com água até metade da sua capacidade.

Há uns quantos, optimistas, que entendem que o copo está meio cheio.

Outros, pessimistas, encontram-no meio vazio.

E há um inginheiro ou lá que é, que afirma, sorridente, que o copo nem está meio cheio nem meio vazio.
Para ele, há é copo a mais: o copo tem o dobro do volume necessário e, portanto, a situação é muito confortável.

Não é pessimismo, nem optimismo, nem realismo: É estupidez!

E comprova-se: De repente, o copo ficou com metade da água.

O que significa, na liguagem do inginheiro, que o copo passou a ter o quádruplo da capacidade necessária!

Motivo, certamente, para ainda maiores sorrisos...

sexta-feira, julho 17, 2009

"VEMOS, OUVIMOS E LEMOS, NÃO PODEMOS IGNORAR..."

Conclui o Tribunal de Contas que o Estado está desprotegido contra a corrupção e que é necessário adoptar medidas que a evitem!

TCHCHCHCHCHCHCHCHCH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ena pááá!!!!!!!!!

Quem diria!!!!???????

TCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A trabalheira que devem ter tido para descobrir isso, pá!!!!!!!!

TCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Andava o dinheiro dos contribuintes a ser assaltado pelos coelhones e motaengis deste país e não se sabia!!!!!

TCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHC!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Derrapagens financeiras de milhões e milhões em tudo o que é contrato público e não se sabia!!!!!!!!!!!!!!

TCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Administrações públicas completamente ruinosas e não era visível!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

TCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCHCH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Agora sim, sinto-me confiante!

-"Até que enfim! Agora é que vai acabar a corrupção, Ti' Francelino!"

Ele olhou-me com aquele olhar de espanto que rapidamente transitou para um sorriso atravessado:
-"Hummm", resmungou
-"ih ih ih ih", riu entre-dentes desdenhosamente
-"naahhh", sentenciou

Eloquente!

Voltei a ensimesmar-me...

quinta-feira, julho 16, 2009

AGARREM-ME, SE NÃO...!!!

O Nadador-Salvador estava na Praia dos Tomates, quando ouve alguém a pedir socorro.
Rapidamente atira-se ao mar para salvar o sujeito.
Quando consegue trazê-lo para a praia depara-se com um rosto conhecido.

- O senhor não é o Primeiro-Ministro José Sócrates!?

- Evidentemente! Sou eu mesmo! Muito obrigado por me salvar vida. Bem, parece que estou em dívida e portanto pode pedir o quiser.

O Nadador-SAlvador olha para os lados, pensa um pouquinho e diz baixinho:

- O senhor seria capaz de me fazer um grande favor, então?

- Claro, tudo o que pedir!

- Não conte a ninguém que fui eu que o salvei, tá bem?

quarta-feira, julho 15, 2009

SOCRETINICES

O Ministro Primeiro vai a Bruxelas negociar o quadro comunitário de apoio à agricultura.

À chegada, uma terrível tempestade ocorre no preciso momento em que sai do veículo que o transportava.

Como não quer molhar a barra das calças Armani, arregaça-as antes de atravessar a rua e entrar no prédio.

O dedicado Pereirinha, que o acompanha, aconselha:
- Depois não te esqueças de baixar as calças!

- Eu sei, eu sei, Pereirinha. Mas primeiro vamos tentar um acordo...

PERSPECTIVA SOCRETINA E JÁ BASTA


Francisco Louçã:
- Senhor Primeiro Ministro, isto está de tal maneira que até as raparigas licenciadas têm que se prostituir para sobreviver.

- Lá está o Senhor Deputado a inverter tudo... o que se passa é que o nosso sistema de ensino está tão bom, que até as prostitutas hoje são licenciadas!

segunda-feira, julho 13, 2009

CRÓNICA SOCIAL

Numa recente festa do tipo Freeport, a Exmª Madame é apresentada a um eminente político.

- Muito prazer! - diz ele.

- Prazer. Saiba que já ouvi muito falar do senhor!

- É possível, minha senhora, mas ninguém tem provas!

TARTARUGA EM CIMA DO POSTE, EM VERSÃO PORTUGUESA

No consultório da aldeia, o médico e o velho paciente conversam sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre Sócrates.
- Pois é sr. dr. ... sabe que o Sócrates é como uma tartaruga em cima dum poste...
- Tartaruga em cima dum poste, ti Albertino?
- Pois! Não tem nada que saber: Imagine que o sr. dr. vai por uma estradita fora e vê um poste e lá em cima há uma tartaruga a tentar equilibrar-se.
- E então?
- Então? Então, isso é uma tartaruga em cima do poste!
-Tá bem! Mas o que significa isso?
- Bem, isso significa o seguinte:
- Vocemecê não entende como é que ela chegou lá;
- E também não entende bem porque a colocaram lá;
- Mas sabe que ela não subiu lá sozinha;
- E também sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
- Vocemecê nem quer acreditar que ela esteja lá;
- E há uma certeza: Vocemecê sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
- Então, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o seu lugar!

sexta-feira, julho 10, 2009

FINALMENTE!

Finalmente, a sociedade civil a reagir: http://www.democraciaportuguesa.org/

http://constituicao.wikispaces.com/

Vejamos se, face à hegemonia asfixiante dos partidos políticos, a democracia portuguesa está preparada para pensar pela sua cabeça, e não pelas cabeças da grande fonte de corrupção que são os partidos políticos e tudo o que gravita à sua volta, e tomar nas suas mãos a responsabilidade de ser feliz.

segunda-feira, julho 06, 2009

INGLÊS TÉCNICO

É de louvar o empreendedor algarvio que, saído dos bancos da mesmíssima escola frequentada pelo Pinto de Sousa, resolveu aplicar o inglês técnico ali aprendido:

sábado, julho 04, 2009


Estou deveras impressionado!
Agora sim, estou verdadeiramente esclarecido!
Temos o país a saque com, entre muito mais:
- Fundações privadas alimentadas por dinheiros públicos e sem controlo público;
- Obras públicas que derrapam em milhões e milhões de euros e não se vê ninguém responsabilizado;
- Serviços e organismos completamente inúteis, senão mesmo fictícios, com dezenas de administradores a serem pagos churudos ordenados sem produzir rigorosamente NADA!
-Deputados (sim, esses mesmos que nos representam!) que foram autenticos larápios, pois engendraram um esquema segundo o qual fingiam efectuar viagens que na verdade não realizavam, apenas para embolsar o respectivo dinheiro, do preço e das ajudas (a propósito, conhecem alguma condenação desta gente que roubou o eráriuo público?);
- Um governo que mudou toda uma legislação penal apenas porque o seu reduto foi "incomodado" com o caso casa pia...
- Um governo que enxovalhou e lançou o opróbrio sobre os juízes e sobre os professores, destruindo-lhes a imagem junto da opinião pública;
-Temos um debate da nação, no qual era suposto serem discutidas as matérias que em substância determinam a nossa vida colectiva e o que vimos foi, quanto às obras públicas, por exemplo, uma discussão sobre se um primeiro troço de auto-estrada era ou não era um primeiro troço da 3ª auto-estrada Liboa-Porto;
-Temos um país em decadência, um governo de arrivistas e oportunistas, uma oposição que não lhe quer ficar atrás;
- O país afunda-se em corrupção;
-O país, embora tenha grandes potencialidades, não tem gente capaz de ser feliz;
Com tudo isto, e é a porcaria do gesto da porcaria do ministro da porcaria da economia em que vivemos é que é importante e serve de mote à indignação!
É obra!
Com tantas e tantas e tantas matérias que nos deveriam levar à indignação e acaba por ser um gesto normal em face das pessoas que o produziram e do lugar onde foi produzido (São Bento é diariamente avacalhado só com a presença de uma boa parte dos deputados e de membros do governo) a causar tanto burburinho.
Há algo de errado neste país...

quarta-feira, julho 01, 2009

SONDAGEM

PORTUGUESES: POBRES MAS FELIZES!

Este, o resultado da sondagem há dias realizado.

Em boa hora!

É que já andávamos todos nós tristes, acabrunhados e sem perspectivas

O que poucos sabem é que José Sócrates, preocupado com os portugueses, ao ponto de perder o sono, decidiu decretar a felicidade, por decreto-lei do governo.

Ao que o excêntrico averiguou, o Almeida Santos, perante a ideia, sentenciou:
- Que grande idéia! Mas não será um gesto algo imodesto?

Como a conversa se passava junto da portaria, o porteiro decidiu intervir:
-Permite-me vossa excelência, mui hermoso e superior engenheiro de obras feitas. - é nestes termos que o pessoal deve dirigir-se a sua excelência o mui hermoso e superior engenheiro de obras feitas.

-Diga lá Gervásio - ordenou o mui hermoso e superior engenheiro de obras feitas.

- É que... bem... e que tal se vossa excelência, mui hermoso e superior engenheiro de obras feitas, em vez de decretar a felicidade dos portugueses... bem... se encomendasse uma sondagem que concluísse precisamente que os portugueses são felizes?

- Olha!... Não é mal lembrado! Apoiou o Almeida Santos.

- Ohh! Gervásio! Que ideia requintada! Exclamou sua excelência o mui hermoso e superior engenheiro de obras feitas.

E assim foi:

Em vez de decretar a felicidade dos portugueses,

José Sócrates decidiu encomendar uma sondagem

que concluísse que os portugueses,

sendo uns pobretanas sem presente e não se sabe com que futuro,

são, todavia e sem embargo, muito felizes!