No consultório da aldeia, o médico e o velho paciente conversam sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre Sócrates.
- Pois é sr. dr. ... sabe que o Sócrates é como uma tartaruga em cima dum poste...
- Tartaruga em cima dum poste, ti Albertino?
- Pois! Não tem nada que saber: Imagine que o sr. dr. vai por uma estradita fora e vê um poste e lá em cima há uma tartaruga a tentar equilibrar-se.
- E então?
- Então? Então, isso é uma tartaruga em cima do poste!
-Tá bem! Mas o que significa isso?
- Bem, isso significa o seguinte:
- Vocemecê não entende como é que ela chegou lá;
- E também não entende bem porque a colocaram lá;
- Mas sabe que ela não subiu lá sozinha;
- E também sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
- Vocemecê nem quer acreditar que ela esteja lá;
- E há uma certeza: Vocemecê sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
- Então, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o seu lugar!
Mostrar mensagens com a etiqueta PEQUENOS CONTRIBUTOS PARA A COMPREENSÃO DAS MARAVILHAS POLÍTICAS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PEQUENOS CONTRIBUTOS PARA A COMPREENSÃO DAS MARAVILHAS POLÍTICAS. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, julho 13, 2009
quarta-feira, junho 17, 2009
O VERDADEIRO PILAR DA DEMOCRACIA
Num regime de democracia representativa a perfeição do sistema é atingida, em abstracto, pela manifestação da vontade popular no sentido de eleger um programa de governo e as pessoas capazes de o executar, conjugado com uma actuação dos eleitos, ainda em abstracto, segundo os melhores ditames do saber e da inteligência, na execução do programa proposto e visando apenas o interesse público.
Todavia, como diz alguém, isto é um supônhamos!
A realidade é bem diversa, em regra para pior.
De permeio temos a natureza humana, a qual, para alguém mais cínico e céptico, é mais perversa do que a bondade natural ou a ingenuidade de alguns poderia fazer supor.
Neste cenário, quem controla os poderes políticos?
Séculos de história provam a ineficácia e a ineficiência dos valores como factor de controle da actividade política.
Os instrumentos e mecanismos de controle interno, pelo funcionamento das respectivas instituições representativas de outros tantos poderes do Estado também não se tem revelado eficaz.
Talvez porque uns são igualmente permeáveis às pressões e aos interesses subterrâneos que conspurcam os restantes, outros porque não têm poder bastante para esse efeito.
Os políticos não alcançam o poder mediante mecanismos de puro funcionamento do sistema.
Note-se a unanimidade de todas as forças políticas partidárias quanto à forma de financiamento dos partidos políticos, mesmo quando o sistema proposto denota falhas graves que, aliás, devem ter dado muito trabalho para bem serem mal feitas.
Os partidos políticos apresentam-se ao eleitorado como uma emanação da sociedade na sua totalidade.
A realidade é bem outra:
-Legitimam-se pelo voto popular, mas esta é apenas a ponta do iceberg, a indispensável para a aparência de democracia;
- O grosso do iceberg é composto pelos tremendos grupos de interesses e de pressão, substerrâneros uns, com foros de legalidade outros, todos de alguma forma contribuintes com algum tipo de mais-valia que permite ao partido político apresentar-se ao eleitorado e se possível ganhar eleições ou parcelas de poder;
- Não raro, e no nosso país bem frequentemente, essas facturas são depois pagas pelo sacrifício do interesse público em favor daqueles interesses subterrâneos, em tantas formas quanto a imaginação permite.
Afinal, quem controla os políticos?
A sociedade, por via do voto?
Não me parece: De cada virada, é mais do mesmo.
A resposta parece-me óbvia: A opinião pública.
A opinião pública pode controlar o poder político.
A opião pública é a opinião de todos, em conjunto e em simultâneo.
E essa só é possível ser criada pelos órgãos de informação, os media (se bem que fenómenos de disseminação de informação massiva hajam já ocorrido, pelo passa-palavra que as novas tecnologias permitem, v.g. os SMS e afins).
Daí a sua fundamental importância para a construção de uma sociedade livre e verdadeiramente democrática.
Sem um jornalismo livre que denuncie, que divulgue, que informe, o poder político actua a seu bel-prazer, manipula e forja verdades fictícias, meias-verdades e puras mentiras como se verdades fossem.
O poder político pode, e fá-lo, manipular os próprios órgãos de informação, orquestrando verdadeiras campanhas de propaganda, de lavagem ou simples actos de diversão destinados a desviar os olhares do que é realmente importante.
Sem um jornalismo LIVRE a democracia transfigura-se em regime de democracia semântica, definha e, quando não morre, passa a um estado vegetativo.
E como pode haver um jornalismo livre num país pequeno e dominado pelos poderes dos partidos políticos, especialmente os de poder, quando um decreto-lei do governo ou uma lei do mesmo partido do governo (têm maioria absoluta no parlamento, lembrem-se) pode controlar e permitir o posterior controlo da actividade dos media ou quando um simples telefonema pode retirar o prato de sopa da mesa do jornalista?
Todavia, como diz alguém, isto é um supônhamos!
A realidade é bem diversa, em regra para pior.
De permeio temos a natureza humana, a qual, para alguém mais cínico e céptico, é mais perversa do que a bondade natural ou a ingenuidade de alguns poderia fazer supor.
Neste cenário, quem controla os poderes políticos?
Séculos de história provam a ineficácia e a ineficiência dos valores como factor de controle da actividade política.
Os instrumentos e mecanismos de controle interno, pelo funcionamento das respectivas instituições representativas de outros tantos poderes do Estado também não se tem revelado eficaz.
Talvez porque uns são igualmente permeáveis às pressões e aos interesses subterrâneos que conspurcam os restantes, outros porque não têm poder bastante para esse efeito.
Os políticos não alcançam o poder mediante mecanismos de puro funcionamento do sistema.
Note-se a unanimidade de todas as forças políticas partidárias quanto à forma de financiamento dos partidos políticos, mesmo quando o sistema proposto denota falhas graves que, aliás, devem ter dado muito trabalho para bem serem mal feitas.
Os partidos políticos apresentam-se ao eleitorado como uma emanação da sociedade na sua totalidade.
A realidade é bem outra:
-Legitimam-se pelo voto popular, mas esta é apenas a ponta do iceberg, a indispensável para a aparência de democracia;
- O grosso do iceberg é composto pelos tremendos grupos de interesses e de pressão, substerrâneros uns, com foros de legalidade outros, todos de alguma forma contribuintes com algum tipo de mais-valia que permite ao partido político apresentar-se ao eleitorado e se possível ganhar eleições ou parcelas de poder;
- Não raro, e no nosso país bem frequentemente, essas facturas são depois pagas pelo sacrifício do interesse público em favor daqueles interesses subterrâneos, em tantas formas quanto a imaginação permite.
Afinal, quem controla os políticos?
A sociedade, por via do voto?
Não me parece: De cada virada, é mais do mesmo.
A resposta parece-me óbvia: A opinião pública.
A opinião pública pode controlar o poder político.
A opião pública é a opinião de todos, em conjunto e em simultâneo.
E essa só é possível ser criada pelos órgãos de informação, os media (se bem que fenómenos de disseminação de informação massiva hajam já ocorrido, pelo passa-palavra que as novas tecnologias permitem, v.g. os SMS e afins).
Daí a sua fundamental importância para a construção de uma sociedade livre e verdadeiramente democrática.
Sem um jornalismo livre que denuncie, que divulgue, que informe, o poder político actua a seu bel-prazer, manipula e forja verdades fictícias, meias-verdades e puras mentiras como se verdades fossem.
O poder político pode, e fá-lo, manipular os próprios órgãos de informação, orquestrando verdadeiras campanhas de propaganda, de lavagem ou simples actos de diversão destinados a desviar os olhares do que é realmente importante.
Sem um jornalismo LIVRE a democracia transfigura-se em regime de democracia semântica, definha e, quando não morre, passa a um estado vegetativo.
E como pode haver um jornalismo livre num país pequeno e dominado pelos poderes dos partidos políticos, especialmente os de poder, quando um decreto-lei do governo ou uma lei do mesmo partido do governo (têm maioria absoluta no parlamento, lembrem-se) pode controlar e permitir o posterior controlo da actividade dos media ou quando um simples telefonema pode retirar o prato de sopa da mesa do jornalista?
sexta-feira, junho 12, 2009
CORRUPÇÃO??!!! QUAL CORRUPÇÃO?!!!!!!
Tribunal de Contas: obras públicas em Portugal são mal geridas
http://www.ionline.pt/conteudo/8030-tribunal-contas-obras-publicas-em-portugal-sao-mal-geridas
As cinco obras públicas auditadas pelo Tribunal de Contas – túnel do Rossio, túnel do Terreiro do Paço, ponte Europa, aeroporto Sá Carneiro e Casa da Música – deviam ter custado 427 milhões, mas a factura final disparou para 706 milhões.
Tribunal de Contas identifica derrapagens de preços em obras públicas de referência que apontam para um desvio de 65% entre o valor inicial de adjudicação dos empreendimentos e o custo final das obras.
http://economico.sapo.pt/noticias/tribunal-de-contas-alerta-para-derrapagem-nas-obras-publicas_12476.html
SE PARECE MERDA E CHEIRA A MERDA É PORQUE É... MERDA!
http://www.ionline.pt/conteudo/8030-tribunal-contas-obras-publicas-em-portugal-sao-mal-geridas
As cinco obras públicas auditadas pelo Tribunal de Contas – túnel do Rossio, túnel do Terreiro do Paço, ponte Europa, aeroporto Sá Carneiro e Casa da Música – deviam ter custado 427 milhões, mas a factura final disparou para 706 milhões.
Tribunal de Contas identifica derrapagens de preços em obras públicas de referência que apontam para um desvio de 65% entre o valor inicial de adjudicação dos empreendimentos e o custo final das obras.
http://economico.sapo.pt/noticias/tribunal-de-contas-alerta-para-derrapagem-nas-obras-publicas_12476.html
SE PARECE MERDA E CHEIRA A MERDA É PORQUE É... MERDA!
Subscrever:
Mensagens (Atom)