sábado, novembro 28, 2009

NOVA MODALIDADE DESPORTIVA

Como alguém já disse, o sucesso só vem antes do trabalho... no dicionário.
Parece ser uma regra universal.

Universal? Não!

Neste pequeno país da parte ocidental da Europa, há um grupo de irredutíveis chicos-espertos que tem sempre sucesso antes do trabalho.

Na verdade, há uma maioria de palermas que sobe académica e profissionalmente de forma paulatina (os que de verdade estudam e os que trabalham: uns estúpidos!)

Os outros, uma minoria enriquecida pela mineração subversiva dos recursos do Estado, fazem o seu percurso de vida de forma rápida e de sucesso garantido, ou seja, a salto à Vara.

quinta-feira, novembro 26, 2009

FACE OCULTA - REPERCUSSÕES

Dois políticos analisam uma proposta de negociata envolvendo muitos milhões:

- O negócio é chorudo! O que achas? Quanto nos dariam por isto?

- Bem... num país sério... praí uns 15 anos!
Gentalha colocada ao mais alto nível em diversas estruturas do Estado transformou o país numa latrina.

Andamos todos a boiar em merda.

domingo, novembro 22, 2009

GLOSSÁRIO DE OCASIÃO *

ASSALTO À VARA = Assalto de fato e gravata

VARÓMETRO = Medidor de corrupção

VARAPAU = A vara que julga o Vara

VARAPAU DE CORRIDA = Carapau corrupto

VARA VERDE = Corrupto inexperiente

VARAMENTO = Acto de bater em corruptos

VARAÇÃO = Encalhar a corrupção na PGR

VARAR UM BARCO = Encher o barco de corruptos

VARDADE = Mentira

VARA DE PORCOS = Partido Socialista


* Recebido por email, de autor desconhecido


CONTRIBUTOS PARA AUMENTAR ESTE GLOSSÁRIO PODEM SER DEIXADOS, MESMO ANONIMAMENTE, NA CAIXA DOS COMENTÁRIOS.

terça-feira, novembro 03, 2009

VALE DE JUDEUS EM GREVE

A comunidade de Vale de Judeus que, como se sabe e tal como nas restantes academias do crime, se empenha fortemente na partilha dos saberes e na formação dos jovens quadros da criminalidade do país, está em greve de fome como forma de protesto contra o modelo de formação, especialmente, ao que se sabe, quanto à composição do corpo docente.

Ouvimos o seu representante, Manelinho Naifada:

- Diga-nos, senhor Naifada, afinal qual é o problema?
- Olhe, o prolema é cagente na tem uma formação de cólidade.
- Portanto, não se trata de instalações, equipamentos, enfim, a vida aqui na...
- Nã, nã, nisso tá tudo bem, a malta tem bué da tempo prás aulas, teóricas e práticas na hora do recreio, há ganzas, há cavalo. há ácido e... só nuhá é gajas... mas...
-Bem, então a que formação se refere?
- É pá, é ca gente dá formação ós putos novos e mêmo sem serem putos, desde que seja um gajo nabiço, tás a vere, leva formação comós outros...
- Portanto, estamos a falar de formação na prática de crimes.
- Claro! Quécavia de sere? Masé que começa àvêre muntos prolemas, pruc a malta sai daqui, pá, e nã tem acesso ós grandes golpes, pá!
- Como assim?
- Comassim? Fuoda-se! És ceguinho ó caralh...
-Desculpe, é que...
- Tás desculpado, meu! Atão é assim: Tu nã vês cazacademias do crime só têm malta da nanomicro, pequena e média criminalidade??! hã??
- Pois...
- E os prossores...
- Quem?
- Os prossores, caralho!, a malta quincina!
- Ah! O corpo docente.
- Ó isso... os prossores são tamém nanomicro pequenos e médios, procebes? Num vês Gato Fedorento??
- Aah! Já estou a ver o problema.
- Poisé, pá! Assim, nós nunca passamos da primária, vá lá, do secundário, pá!
- Muito bem. O problema é, portanto, a falta de um corpo docente qualificado.
- Fuoda-se, tiráste-me as palavras da boca, caralho!
- É então esse problema que motiva a greve?
- Bem... pois... quercedezêre, a gente faz greve é prucausa desse prolema, tás a vere? purcagente quer cá é a malta da alta corrupção, os políticos, pá, gente com mestrados e doutoramentos em ramos da criminalidade ca gente nem sonha, prucebes?
- Pois... e têm esperança de ser bem sucedidos?
- Num sei... acho que não...
- Parece-me um pouco desanimado.
- É cu directore chamô-nes hoje de manhã e disse cu melhor é a gente desistir da greve ou morremos todos de fome, pá...
- Bem... esta é uma greve de fome...
- Poisé, pá, masé quele disse que prossores da alta nunca vêm parar à prisão, pá...
- Ah, sim? E explicou porquê?
- xschplicô, pá... disse quisto quéra um país ainda munto atrasado, sim valores morais, ó caralho, e cas leis só servem para apanhar os nanomicro, pequenos e médios criminosos e purisso nenhum gajo da alta seria metido dentro.
- Pois... olhe, lamento...
- É o que dá, pá! É o que dá viver num país de terceiro mundo, pá! Nem direito à formação de cólidade tu tens, pá! Isto tá bom é prós gajos que tiram praí cursos a fazere inzames por fax e pós-graduações antes da licenciatura! Fuoda-se!

sábado, outubro 31, 2009

MANIFESTO

É mais do que evidente que Portugal padece de um profundo défice democrático.

Na verdade, a riqueza que o país ainda produz é dividida só por alguns.

Há, de facto, uma eleite, essencialmente política, temperada ainda com uma classe de administradores da coisa pública ou de capitais públicos, que, à revelia do sistema democrático, arrebanha tudo ou quase tudo.

Já não é mais admissível que a pequena ladroagem não tenha acesso a essas situações de grande corrupção.

Porque isto não pode ser só para alguns!

O sistema tem de democratizar-se e tornar-se justo!

Os pequenos e médios ladrões também são gente, também têm família e amiguinhos para alimentar, também desejam um carrito, vá lá, de gama média e, porque não?, de alta gama!

Este é um sistema profundamente injusto!

Com um sistema assim, como é possível elevar para o nível político, ou seja, para o nível da alta corrupção, toda uma classe de gente, menorizada, que nem sequer acredita nas virtualidades da corrupção?

É impossível!

Mas nós continuaremos a lutar para que os desinteressados e descrentes venham a interessar-se e a acreditar na força da corrupção!

Lutaremos para que os pequenos e médios ladrões venham a ter acesso aos grandes banquetes!

Porque o resto da população portuguesa é tão ou mais capaz de ser corrupta como o mais refinado político!

Abaixo a injustiça!

Corrupção para todos!

JÁ!

COMO NASCE UM POLÍTICO

Talvez os meus caros amigos tenham assistido a uma recente entrevista a um excelso político da nossa praça, conduzida pela Judite de Suza.

Caso a tenham perdido, como a gravei, consigo agora reproduzir um breve trecho muito elucidativo da forma como se manifesta a tendência e a vocação política dos jovenzinhos que, ao colo dos papás e padrinhos, enveredam pela carreira política e alcançam depois níveis extraordinários, mais tarde, já à frente de um qualquer governo, ministério ou empresa pública.

Judite de Suza - O senhor pode contar-nos como começou a sua carreira de político?

Excelso Político - Ah! Foi logo na infância... eu ainda estudava na primária...

Judite de Suza - Na primária?!

Excelso Político - Sim! Um dia o meu pai chamou-me e disse-me: " Meu filho, a partir de hoje vou dar-te mil euros de cada vez que tirares um cinco!". Bem, fui falar com a minha professora e disse-lhe: "Professora, a senhora não gostaria de ganhar quinhentos euros de vez em quando?".

sexta-feira, outubro 30, 2009

ANÁLISE SOCIO-ECONÓMICA, PRAGMÁTICA E AXIOLOGICAMENTE NEUTRA

Mais e cada vez mais notícias de corrupção no país!

Ou seja, nada de novo!

Afinal, essa é a actividade principal de uma certa classe, os políticos e seus amigalhaços!

A propósito, surgiu-me esta questão: A corrupção é o problema?

E a resposta é: "Não! A corrupção não é o, nem um, problema para Portugal!"

Na realidade, o verdadeiro problema de Portugal não é a corrupção, mas antes a baixa produtividade!

"Num intendo!"

Eu explico:

1 - Este país só funciona com corrupção.

2 - Mais do que uma constatação, é uma inevitabilidade.

3 - Os Portugueses têm de aprender a viver com as sobras da corrupção!

4 - Daí que, sendo baixa a produtividade, o que se produz é quase completamente absorvido pela corrupção, que é de satisfação prioritária!

5 - Por isso, como isto não chega para tudo, só há um caminho: Produzir o suficiente para que as sobras da actividade de corrupção possam alcançar as franjas inferiores da populaça!

Mainada!

Afinal, nada de novo.

Os mafiosos é isso que fazem: Cobram uma espécie de dízimo e as vítimas vivem com o restante.

E ainda devemos agradecer-lhes...

quarta-feira, outubro 28, 2009

CORRUPÇÃO NA FORMA INDEMONSTRÁVEL

Imagine-se que o Governo, por exemplo, pelo Ministério das Obras Públicas, abre um concurso para a execução de uma grande obra pública.
O concurso decorre absolutamente dentro da legalidade.
É adjudicada a obra.
E é executada.
Perfeito.

Acontece que o país não precisa daquela obra, com aquela dimensão ou características, ou naquela localização, ou no momento em que é realizada.

Certo é que a obra se fez e foi paga.

Certo é que todos os requisitos de legalidade foram observados.

Questão: Como se demonstra que a obra foi efectuada à revelia do interesse público e sobretudo para favorecer um determinado grupo financeiro e empresarial?

TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO

Parece que "toda a gente" ficou escamada com a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Barack Obama.
"O que fez ele para o merecer?", perguntou-se um pouco por todo o lado.

E, na verdade, o que fez ele, Barack Obama?

Aparentemente, nada!

Vejamos então a questão de dois simples pontos de vista, que aqui apenas se enunciam.

Já alguém se questionou sobre o poder político da Academia Sueca?
Claro que sim.
Mas o que eu quero dizer é:
Não será um exercício de poder político, a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Barack Obama?
Não se pretenderá condicionar a sua governação no sentido do fomento, pelos USA, da paz no planeta e especialmente no Médio Oriente e mais a levante?
E com isso condicionar também a intervenção dos aliados dos USA?
Se assim for, então a atribuição desse Prémio Nobel é um verdadeiro acto político, aparentemente bem intencionado.

Mas pode ser outra coisa.

Já alguém se questionou sobre o poder do islão (em sentido amplo, da umma islâmica) sobre a Academia Sueca?
Se assim for, e se o islão tiver exercido esse poder, não poderá a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente Barack Obama, com o sentido político acima apontado, constituir uma tentativa de fragilização da intervenção Norte Americana e, por arrasto, dos seus aliados, nos cenários de guerra do Médio Oriente, Afeganistão, etc, deixando Israel mais à mercê da umma islâmica e o Irão mais próximo da bomba atómica?

Enfim...

Só coisas quematormentam...

domingo, outubro 18, 2009

SAÍDO DA PENA DO MÁRIO CRESPO, ÀS 00H, 30M

Assistir ao duríssimo questionamento da comissão de inquérito senatorial nos Estados Unidos para a nomeação da juíza Sónia Sottomayor para o Supremo Tribunal é ver um magnífico exercício de cidadania avançada.
Não temos em Portugal nada que se lhe compare.
Se os nossos parlamentares tivessem a independência dos congressistas americanos, Cavaco Silva nunca teria sido presidente, Sócrates primeiro-ministro, Dias Loureiro Conselheiro de Estado, Lopes da Mota representante de Portugal ou Alberto Costa ministro da Justiça.
O impiedoso exame de comportamentos, curricula e carácter teria posto um fim às respectivas carreiras públicas antes delas poderem causar danos.
Se a Assembleia da República tivesse a força política do Senado, os negócios do cidadão Aníbal Cavaco Silva e família, com as acções do grupo do BPN, por legais que fossem, levantariam questões éticas que impediriam o exercício de um cargo público.
Se o Parlamento em Portugal tivesse a vitalidade democrática da Câmara dos Representantes, o acidentado percurso universitário de José Sócrates teria feito abortar a carreira política. Não por insuficiência de qualificação académica, que essa é irrelevante, mas pelo facilitismo de actuação, esse sim, definidor de carácter.
Do mesmo modo, uma Comissão de Negócios Estrangeiros no Senado nunca aprovaria Lopes da Mota para um cargo em que representasse todo o país num órgão estrangeiro, por causa das reservas que se levantaram com o seu comportamento em Felgueiras, que denotou a falta de entendimento do procurador do que é político e do que é justiça.
Também por isto, numa audição da Comissão Judicial do Senado, Alberto Costa, com os seus antecedentes em Macau no caso Emaudio, nunca teria conseguido ser ministro da Justiça, por pura e simplesmente não inspirar confiança ao Estado.
Assim, se houvesse um Congresso como nos Estados Unidos, com o seu papel fiscalizador da vida pública, por muito forte que fosse a cumplicidade dos afectos entre Dias Loureiro e Cavaco Silva, o executivo da Sociedade Lusa de Negócios nunca teria sido conselheiro presidencial, porque o presidente teria tido medo das cargas que uma tal nomeação inevitavelmente acarretaria num sistema político mais transparente.
Mas nem Cavaco teve medo, nem Sócrates se inibiu de ir buscar diplomas a uma universidade que, se não tivesse sido fechada, provavelmente já lhe teria dado um doutoramento, nem Dias Loureiro contou tudo o que sabia aos parlamentares, nem Lopes da Mota achou mal tentar forçar o sistema judicial a proteger o camarada primeiro-ministro, nem Alberto Costa se sentiu impedido de ser o administrador da justiça nacional em nome do Estado lá porque tinha sido considerado culpado de pressionar um juiz em Macau num caso de promiscuidade política e financeira.
Nenhum destes actores do nosso quotidiano tinha passado nas audições para o casting de papéis relevantes na vida pública nos Estados Unidos.
Aqui nem se franziram sobrolhos nem houve interrogações. Não houve ninguém para fazer perguntas a tempo e, pior ainda, não houve sequer medo ou pudor que elas pudessem ser feitas.
É que essa cidadania avançada que regula a democracia americana ainda não chegou cá.

quinta-feira, outubro 15, 2009

PARALELISMOS DE CINISMO FEITOS

Na época já decandente do esclavagismo, ouviu-se este diálogo:

- E agora? Os escravos estão a morrer à fome!
- Bem, agora temos de sacar menores quantidades ao erário do império e canalizar alguma pecúnia para o caldo, para manter vivos estes estúpidos escravos!
- Sim, sim. Estúpidos, mas trabalhadores. Sem eles não há produção de pecúnia!
-Claro, claro! E sem pecúnia ficamos nós sem poder «arrecadar» o «nosso»!
- A propósito: Estou a pensar numas grandes obras públicas...
-Sim?
- Sim. Matamos dois coelhos com uma cajadada: Propiciamos o modo de continuarmos, nós e os nossos amigos, a «arrecadar» a pecúnia e justifica-se o esclavagismo pela impossibilidade de o suprimir face ao deficit, à baixa produtividade...
- E estes labregos continuarão a trabalhar a troco de uma malga de coisa nenhuma eh eh eh


Na época já decadente da democracia semi-presidencialista, ouve-se este diálogo:

-Bem, a situação social adquiriu foros políticos incontornáveis, pá!
-Pois é, já não podemos ignorar.
-Está na altura de dar a esses labregos uma pequenina porção... apenas o suficiente para que possa ser politicamente invocado e seja minimamente visível. Telefona aí ao gajo da segurança social...
-Bem, na verdade é preciso mantê-los vivos. Afinal são estes labregos que trabalham, pá!
- Poisé... a propósito: temos o nosso pessoal a reclamar, pá, que não há obras públicas onde possam sacar à grande, que não há cargos em empresas e serviços públicos fantasma! Nada!
-E o partido, pá! Sem isso o partido também não arrecada nada!
- Mas isto vai mudar: Vamos executar aquelas grandes obras públicas!
- Ora bem: Assim matamos dois coelhos com uma cajadada: Propiciamos o modo de continuarmos, nós, o nosso partido e os nossos amigos, a «arrecadar» a pecúnia e justifica-se o esclavagismo..., quer dizer, a manutenção do baixo nível de vida dos labregos, pela impossibilidade de o elevar face ao deficit, à baixa produtividade e essas coisas...
- E estes labregos continuarão a trabalhar a troco de uma malga de coisa nenhuma eh eh eh
- E nós a enriquecer ih ih ih

quarta-feira, outubro 14, 2009

O DINHEIRO QUE EU POUPO EM CONSULTAS DE PSIQUIATRIA QUE NÃO FAÇO!!!

ABENÇOADO BLOG!!!

domingo, outubro 11, 2009

DEMOCRACIA ENCLAUSURADA com final escatológico

Parece que hoje é dia de voto.
Para as autarquias.
Desengane-se quem pensa que esta é uma eleição democrática.
Não é!
Na verdade, apenas uma parte dos ladrões e corruptos estão na corrida, tendo-se apresentado como candidatos aos lugares autárquicos.
Outros ladrões e corruptos há em Portugal, embora não tão bem qualificados como os que integram listas eleitorais.
Mas desses outros ninguém quer saber.
Isto é: Querem saber, mas é para os enclausurar.
Tá mal, pá!

"Soltem os prisioneiros!"
As autarquias precisam de todos os ladrões e de todos os corruptos e não apenas da elite dos ladrões e dos corruptos!
É por essas e por outras que isto não avança, pá!
Até porque, ao que consta, são precisamente os ladrões e corruptos mais refinados que fazem mais obra!
Ora, do que Portugal precisa é de obra!
Ou seja: Portugal precisa de obrar!
E das duas uma: Ou Portugal consegue obrar ou morre entupido com tanta merda!

quarta-feira, setembro 30, 2009

UM NOVO HINO NACIONAL

Ouvi hoje na televisão que está em curso uma distribuição de senhas da Cáritas que podem depois ser trocadas por comida nos supermercados.

Lembro-me dos meus avós relatarem estes mesmos procedimentos de caridade, também pela Cáritas, nos tempos do Estado Novo, em plena época fascista e miserável.

Como é possível voltar-se ao mesmo, com trinta anos de um Estado que se diz democrático, baseado na dignidade da pessoa humana e que se diz empenhado na construção de uma sociedade livre, justa e solidária (artº 1º da Constituição)?

Quem é que falhou?

De quem é a culpa?

Da crise internacional?

Os portugueses andam cegos, imbecilizados que estão e que são, permanentemente, pelo discurso de quem se apoderou do Estado e dele tudo saca!

Estado esse suportado, maioritariamente e muito maioritariamente, pelos impostos de quem trabalha e nada tem e nem dignidade lhe é reconhecida.

A clivagem na sociedade portuguesa é mais do que evidente, é uma penosa realidade que já faz distribuir senhas de comida, pela Cáritas, quando outros se pavoneiam em maseratis e bentleys, quando conselhos de administração de empresas públicas gastam milhões apenas para trocar os carros topo de gama por outros ainda mais topo de gama.

Que tristeza.

Sobretudo quando nesta mesma sociedade há um rastilho de corrupção na ordem dos milhões de milhões de euros, que envolve sempre gente do poder ou ligada ao poder (PUDERA! é ali que está o dinheiro do Estado, de todos nós!).

Chegámos ao ponto de o cidadão já não se importar com a condenação (não apenas rumores ou acusações), com a condenação em juízo de pessoas que são candidatas a lugares públicos nos quais praticaram os factos e corrupção que motivaram a sua condenação.

E até afirmam que vao neles votar!

E até votam efectivamente neles, elegendo-os!

Apenas se pode concluir que Portugal tem o que merece.

Acho até que deveriam mudar a letra do hino nacional, a Portuguesa, para passar a ser assim:

HERÓIS DO NADA
POBRE POVO
NAÇÃO DORMENTE, IRREAL
LEVANTAI HOJE DE NOVO
A SENHA NA CÁRITAS DE PORTUGAL

ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA
Ó PÁTRIA SENTE-SE A VOZ
DOS TEUS EGRÉGIOS AVÓS
QUE HÃO-DE CULPAR-TE SEM GLÓRIA

ÀS ARMAS, ÀS ARMAS
SOBRE A TERRA, SOBRE O MAR
ÀS ARMAS, ÀS ARMAS
PELOS CORRUPTOS MARCHAR, MARCHAR!


terça-feira, setembro 29, 2009

CONTRIBUTO PARA UMA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Com os principais órgãos políticos do país envolvidos em... num... não-se-sabe-bem-o-quê, há que especular, caso contrário embrutecemos.
O que é que Cavaco não disse, nem vai dizer, porque simplesmente não pode, nem pode prová-lo?
Isto:
O PS domina o país.
E fá-lo de uma forma subreptícia, insidiosa, manipulativa, propagandística e tirânica.
Mas fá-lo de uma forma tal que se torna indizível, indemonstrável ou, melhor dizendo, indemonstrável de uma forma imediata, clara e consequente.
É uma actuação no fio da navalha, num limbo amparado pela propaganda, pela habilidade política e pela retórica.
Hitler fez exactamente o mesmo: Com uma actuação e um discurso insidioso, manipulador e propagandístico, conseguiu dominar a consciência colectiva dos alemães e de cada um deles e condicionar a actuação dos dirigentes das outras nações.
Só com a invasão da Polónia a Europa acordou para o logro e começou a perceber finalmente quem era Hitler.
Com este Pinto de Sousa dito Sócrates passa-se, na minha opinião, exactamente o mesmo fenómeno.
Na justiça, sempre com um sorriso, criou os mecanismos de controlo das magistraturas, desde o controlo dos juízes, pela fragilização do seu estatuto social, pela introdução dos seus esbirros no Conselho Superior da Magistratura, até à fragilização das leis penais e processuais penais (Casa Pia jamais voltará a contecer).
O Ministério Público, sem meios e com prazos agora apertadíssimos, trabalha ingloriamente.
Na função pública, a forma das notações é hoje uma das formas de subjugação mais insidiosa que já existiu, com níveis de governamentalização das estruturas de chefia como nunca visto.
No controlo social, foi um atrás do outro a cair que nem tordos (por razões perfeitamente transparentes e sem qualquer intervenção governamental, CLARO!!!: José Eduardo Moniz TVI, pimba! Manuela Moura Guedes, pimba! José Manuel Fernandes (Público), pimba!
A criação de uma figura giratória (um secretário-bufo) de reporte directo ao Governo das matérias de polícia e de informação e inteligência (Casa Pia e processos de corrupção, jamé! ninguém será apanhado com as calças na mão, pois mal uma investigação se inicie o bufo logo dá conhecimento ao "chefe" e tudo será devidamente acautelado...).
Uma rede de operadores informáticos, disfarçados em blogues e outras instâncias informáticas, a disseminar e subverter a informação, a contra-informar e a fomentar a propaganda v.g., entre outros, o blogue corporações.
A forma sempre subversiva de actuar, espertalhona, evitando as verdadeiras questões e com um discurso desfasado da realidade, mas que se vai transformando na realidade ou numa realidade assente apenas no discurso e na crença patética que o mesmo induz junto de uma população imbecilizada. Exemplo: depois de perder a maioria absoluta, as primeiras palavras de Sócrates foram: "Esta foi uma vitória extraordinária. Digo bem: Extraordinária!".
Não foi.
O PS sai enfraquecido destas eleições, mas o discurso subverte esse resultado, lança a propaganda e a maioria imbecilizada come tudo como se marmelada fosse.
Não vem mal ao mundo pelas palavras sobre a dita vitória, mas serve para ilustrar que é este o estilo e a substância (nenhuma).
E como é que se "diz" tudo isto?
Como se denuncia?
Muito especialmente, como é que ao mais alto nível se desmonta uma estrutura destas, que colonizou o Estado ao ponto de, por vezes, ser até evidente que com ele se confunde?
Resposta: Missão impossível.
Resta um tipo de discurso que nada diz mas que deixa dito o suficiente para se poder perceber que há mais quem veja o que acabo aqui de deixar exarado.
Portugal tem vindo a ser refém dos partidos políticos, à vez.
Neste momento é refém do PS, que tomou o país de assalto e se prepara para, sempre em nome do progresso, colocar nas mãos dos grandes interesses, que certamente o suportam no poder e na sua conquista, uma grossa fatia de um bolo que os Portugueses actuais e sobretudo os vindouros hão-de pagar sabe-se lá com que dinheiero, pois que se prepara para gastar o que não se produz no país nem sequer o país tem capacidade para produzir.
Portugal está num atoleiro.
Oxalá não se afunde nestas águas turvas, nestas areias movediças.

segunda-feira, setembro 28, 2009

VITÓRIVITÓRVIRIATÓRIAVITÓTÓRIVITÓRIA

- Hey mén! tivestes a ver as eleições?

- yah! Já traminaram, meu!

- E atão quim é que ganhou?

- Todes, meu!

- Fosca-se! Todes! Todes nan pode ser, meu!

- Ah não?! Ah não?!!! Atão olha:
O PS diz ca foi uma vitória sxtrórdinária!
O CDS PP diz que foi espetaculáre, caté subiu dois... dois... dois coisos...
O bloco desquerda parece que ganhou tudo e tem mais do dobro daquilo tudo e ainda tem a Ana Drago e ó caneco!
O PCP qué CDU diz qué uma grande vitória dos trabalhadores...

-Yah, meu! Mas tásta esquecere do PSD, meu! Namedigas cusgajos tamém ganharam!?

-Yahhhh, meu! Quercedizere... eu nan sei, né... mas ca senhora tava toda sorridente, lá isso tava!

- Ah é!!? E ria de quê??

- Sei lá, meu... se calhar ria pra não chorare...

domingo, setembro 27, 2009

O ORÇAMENTO NACIONAL DEVE SER EQUILIBRADO.
AS DÍVIDAS PÚBLICAS DEVEM SER REDUZIDAS.
A ARROGÂNCIA DAS AUTORIDADES DEVE SER MODERADA E CONTROLADA.
OS PAGAMENTOS A GOVERNOS DEVEM SER REDUZIDOS.

SE A NAÇÃO NÃO QUISER IR À FALÊNCIA, AS PESSOAS DEVEM NOVAMENTE APRENDER A TRABALHAR,
EM VEZ DE VIVER POR CONTA PÚBLICA. *

*MARCUS TULLIUS, Roma, 55 a.C.

sábado, setembro 26, 2009

PILAS A PRIMEIRO-MINISTRO!!!

Se você ainda não encontrou o seu candidato vote no PILAS!

Ele é a única esperança!

O único que aumenta a população!

É duro!

Respeita as regras!

Não gosta de chatos!

A sua preocupação é ficar por dentro!

Conta com o apoio das mulheres!

As suas realizações aparecem após 9 meses!

É modesto, está sempre escondido!

Trabalha a qualquer hora do dia ou da noite!

Não é preguiçoso, levanta-se apenas com o pensamento!

É pobre, vive pendurado!

Chora de prazer quando trabalha!

É honesto: É o único que entra cheio e sai vazio!

Desportista, joga com duas bolas!

Só fica preguiçoso após o trabalho!

É educado: Quando vê uma mulher, levanta-se!

Não é traiçoeiro, mas à vezes ataca por trás!*


*recebido por sms, de autor ignorado

sexta-feira, setembro 25, 2009

E AGORA????????

O QUE FAZER COM O MEU VOTO?

O votante ingénuo: Eu vou votar no Partido P porque de facto tem uma linha ideológica social democrata, tem uma estratégia para o país, tem pessoas muito competentes e eu não tenho dúvidas que Portugal vai tornar-se um país de primeira linha.

O votante cassete: Voto no Partido X! É um partido com valores, luta contra o grande capital, é pelo sindicalismo e sempre a favor dos trabalhadores!

O votante científico: Atendendo à globalização em curso e tendo em conta o jogo das forças geo-estratégicas globais, eu diria que ou nos associamos ao main stream e apanhamos a alta velocidade da economia ou nos afundamos nas tramas intestinas e de baixos horizontes. Por isso, só o Partido Y é capaz de gerir o país em direcção ao futuro!

O votante calculista: No Sábado é queu decido. É que hoje à noite é que se vai saber quem é o novo director do meu departamento... e eu primeiro preciso de saber de que partido équêlé! Porquisto, pá, uma mão lava a outra...

O votante remunerado: Pois eu cá vou votar naquele... o do coiso... é pá... aquele do outro dia... aqueles quinté vieram aqui ao bairro e trouxeram esferográficas que nos deram! Oh oh!

O votante distraído: Eleições? O Luis Filipe Vieira caiu?

O votante nulo: Eu vou lá, pá! É queu vou lá mêmo pôr o meu voto! Mas desta vez vou fazer uns cornos à manuel pinho!

O vontante em branco: Voto! Claro! Mas se todos votassem como eu fazia-se uma... revolução branca! Queria ver a cara deles se todos os votos fossem em branco!

O abstencionista: Para esta palhaçada, pá, não contem comigo!

O não votante: Vão bardamerda, pá!

Ti Anafrásia de Alcagoitas do Adro: O quê, sxenhor!? Sx'eu boto? 'pérâí queu bou préguntar ó mê home. Ó Chico, Chiiico! Eu costumo botar?

Ti Chico da Anafrásia: Não filha... tu inda adromeces primêro quieu!