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domingo, junho 07, 2009

PARTIDOCRACIA = DITADURA

Está em curso mais uma tremenda operação de lixiviação, de lavagem e de branqueamento.

Mais uma vez, lá vai a carneirada dar foros de legitimidade e de legitimação à cambada que nos suga a vida até ao tutano.

E o filho da puta do dever cívico impõe o silêncio, pacifica as hostes e faz crer que o povo é quem mais ordena!

Mas ninguém se questiona o que é que a pandilha de predadores da coisa pública faz no exercício
de um poder que retira das mãos do povo como se retirasse um doce das mãos de uma criancinha.

Num país sem responsabilidade nem atitude responsabilizante, os predadores sentem-se livres para operar a seu bel-prazer.

Os carneiros votantes voltam à sua ruminante vida:
- pagam os impostos;
- voltam para as filas dos hospitais;
- continuam com os filhos em escolas que não formam verdadeiros cidadãos e profissionais capazes;
- circulam por estradas esburacadas;
- pagam portagens estupidamente elevadas face ao serviço que prestam (não prestam!);
- continuam a esperar anos por uma sentença judicial;
- voltam às filas de atendimento nos balcões públicos;
- sofrem os agravos dos sistemas informáticos inoperantes (que o Estado, ou seja, todos nós, pagámos por milhões e milhões de euros!)
- continuam diariamente a assistir a notícias de fraudes, de corrupção, que envolvem os nomes das maiores figuras políticas cá do burgo!

E tudo, como se nada fosse!

Portugal pode queixar-se apenas de si mesmo.

Os portugueses têm o que merecem ter.

A incapacidade de a sociedade civil se organizar para a mudança dá apenas lugar à continuidade da ditadura dos predadores da coisa pública.

A partidocracia é um regime de ditadura que se organiza em torno de uma legitimação pelo voto da carneirada, mas não se distingue dos jugos dos poderes fascistas ou dos poderes comunistas.

É a pior das ditaduras, pois na partidocracia a actuação dos ditadores é subreptícia, subliminar, encapotada, disseminada, insidiosa!

E como se luta contra uma coisa que é o que não parece ser à primeira vista? e até se diz legitimada pelo voto popular?

terça-feira, maio 19, 2009

APOLOGIA DO POLÍTICO

Qualquer um pode ser eleito para qualquer um dos órgãos de soberania de natureza política, especialmente deputados à Assembleia da República ou membros do Governo.

Não requer quaisquer qualificações prévias.

Também não há quaisquer requisitos prévios, exames técnico-científicos, psicotécnicos ou outros de natureza pessoal.

Nada.

Basta o apadrinhamento por um grupo de individuos organizados e ordenados ao assalto à coisa pública, oh... perdão, por um partido político.

É quanto basta para ser levado ao colo à cadeira do poder.

Evidentemente que ter pai, pai, mãe, tio, padrinho, sobrinho, primo, bem colocado no aparelho partidário é factor primordial.

Competências de estadista, humanas ou apenas técnico-científicas não são exigidas (salvo, talvez, o inglês técnico).

Tudo o que os senhores políticos têm a fazer é seguir a cartilha do foder (não, não é do poder) e convencer o rebanho, perdão, os eleitores a votar neles.

Chama-se legitimação por sufrágio (embora em certos círculos se veja aqui um verdadeiro jogo sado-maso).

O regime é o tal menos mau de todos: O democrático.

Donde se conclui que:

- O político é o grau mais elevado na escala inversa da competência, da seriedade, da verdade, da moral e da ética.

- Político é um qualquer e pode ser qualquer um, desde que tenha a ausência certa das qualidades para o exercício do cargo.