quarta-feira, julho 30, 2008

PARA QUE SERVE UM CONSELHO?

Um Autocrata carregou um canhão com Pólvora de Bom Com Distinção e apontou-o às cabeças dos Juízes de Plasticina com Mente de Funcionário e perguntou:
- Alguém tem lume?
E logo, pressurosos, servis Juízes de Plasticina com Mente de Funcionário lhe estenderam um isqueiro.

terça-feira, julho 29, 2008

CRACIA DO DEMO

Afastados os fascistas, o Rebanho de Carneiros viu-se a braços com a hegemonia da alcateia dos Lobos Aviltadores e decidiram consultar o Carneiro Mais Sábio do Mundo.

O Carneiro Mais Sábio do Mundo ouviu-os atentamente e disse:
- Meus filhos, muito bem procederam quando se desembaraçaram da tirania.
Porém, a vossa tribo não é assim tão evoluída e livre que possa dispensar o poder déspota. Convoquem, pois, eleições livres e permitam que o Democrata ganhe as eleições.
Depois, matem o Democrata! Como? Demitam-se das vossas competências de cidadania. Assobiem, olhando para o lado.
Não esqueçam que o esqueleto de um democrata dá um excelente déspota!

Ouvindo isto, o Rebanho de Carneiros sentiu-se profundamente consternado:
- Isso não é possível! O nosso Democrata não tem esqueleto. É um democrata empalhado.

quinta-feira, julho 24, 2008

TRIZILHIONÉSIMA CITAÇÃO



«Ser governado significa ser observado, inspeccionado, espiado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado;
e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude...

Ser governado significa que todo movimento, operação ou transacção que realizamos é anotada, registrada, catalogado em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida.

Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado;
tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum.

Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados.

Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade!

... Oh personalidade humana! Como pudeste curvar-te a tamanha sujeição durante sessenta séculos?


Pierre-Joseph Proudhon, 1809-1865, in General Idea of Revolution in the Nineteenth Century


quarta-feira, julho 09, 2008

REDEFINIÇÃO DE DEMOCRACIA

É COMO DIZ O JARDIM; SIM, O ALBERTO JOÃO:

«ELES LÁ NO CONTINENTE COMEM E CALAM...».

MAI NADA!

VERDADEIRAMENTE, SOMOS UNS PACÓVIOS, NÓS, OS DA MAIORIA.

PERCEBE-SE A FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA DA ACTUAÇÃO DE QUEM TITULA A PASTA DA EDUCAÇÃO: HÁ QUE MANTER A PACOVICE GENERALIZADA, SEM O QUE A ELITE QUE GOVERNA E A ELITE QUE SUGA O PAÍS E BEM ASSIM OS SEUS FILHOS, OS SEUS AFILHADOS E OS SEUS COMPADRES, PODERIAM CORRER O RISCO DE PERDER O LUGAR À MESA DESTE FANTÁSTICO BANQUETE.

MANTER A PACOVICE É MANTER O STATUS QUO QUE PERMITE A UMA MINORIA GOZAR DO QUE UMA LARGA MAIORIA PRODUZ E SUPORTA.

UM PEQUENO EXEMPLO:
O GOVERNO ANUNCIA UM VASTO PACOTE DE INVESTIMENTOS PÚBLICOS, A REALIZAR EM REGIME DE PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS.
NINGUÉM SABE A UTILIDADE E A VIABILIDADE ECONÓMICA DE ALGUNS OU DE TODAS ESSAS OBRAS.
SABE-SE É QUE SERÃO OS PORTUGUESES A PAGAR A FACTURA, COM INÍCIO NUM FUTURO PRÓXIMO E SEM FIM À VISTA!

MAS, QUAIS PORTUGUESES?

REPAREM:

QUEM VERDADEIRAMENTE PAGARÁ A FACTURA SERÃO OS PACÓVIOS.
E DE TODAS AS MANEIRAS: DIRECTAMENTE, POR VIA DE IMPOSTOS E POR VIA DE TAXAS; INDIRECTAMENTE PELO APERTAR DO CINTO (AINDA MAIS) QUE INEVITAVELMENTE SERÁ IMPOSTO PELO BRUTAL CUSTO QUE TAIS OBRAS REPRESENTARÃO PARA O ORÇAMENTO PÚBLICO.
AS GERAÇÕES QUE AÍ VÊM QUE SE PREPAREM...

E QUEM É QUE BENEFICIA?
VERDADEIRAMENTE, BENEFICIAM OS DA ELITE.
SÃO ELES E OS SEUS FILHOS E AFILHADOS E COMPADRES E COMADRES QUE PERCORREM OS CORREDORES DO PODER,
QUE SE SENTAM NAS CADEIRAS DOS PARTIDOS POLÍTICOS DOMINADORES DA CENA POLÍTICA,
QUE SE SENTAM NAS CADEIRAS DE PODER DE UMA ADMINISTRAÇÃO PARTIDARIAMENTE POLITIZADA,

QUE SE SENTAM NOS CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS PÚBLICAS E PRIVADAS,
QUE SALTITAM DE POLEIRO EM POLEIRO ATÉ À SATISFAÇÃO TOTAL,
QUE TANTO FABRICAM LEIS NO HEMICICLO DE S. BENTO, A CAUSAR INVEJA A QUALQUER ALFAIATE, COMO LOGO A SEGUIR AS VÃO APLICAR JÁ SENTADOS À MESA DE UM CONSELHO DE ADMINITRAÇÃO DE EMPRESAS PRIVADAS...
SIM, AS MESMAS EMPRESAS QUE REALIZAM E IRÃO REALIZAR AS OBRAS PÚBLICAS DECIDIDAS POR AQUELES MESMOS QUE AGORA AS ADMINISTRAM...
SIM, AS MESMAS QUE JÁ REALIZARAM OBRAS QUE CUSTARAM, A FINAL, DUAS, TRÊS, QUATRO... VEZES MAIS DO QUE O PREVISTO NO RESPECTIVO ORÇAMENTO, SEM QUE QUALQUER RESPONSABILIDADE HAJA SIDO APURADA...

E QUEM É QUE PAGA TUDO ISTO?

O ZÉ PACÓVIO!!!

EM TEMPOS IDOS, APEAR O 'PRINCIPE' ERA PRERROGATIVA DAS GENTES, PELA MÁ GOVERNANÇA.

ACTUALMENTE, TEMOS A 'DEMOCRACIA'!

MAIS DE 30 ANOS DE 'DEMOCRACIA' MAIS NÃO PERMITEM DO QUE CONCLUIR QUE ESTA DITA E MODERNAÇA 'DEMOCRACIA' PORTUGUESA SE PODE DEFINIR COMO O SISTEMA POLÍTICO PELO QUAL UMA MAIORIA DE PACÓVIOS ELEGE UMA ELITE POLÍTICA DE CHICOS-ESPERTOS PARA UMA GOVERNANÇA QUE VISA A MANUTENÇÃO DO PODER E DOS INTERESSES, INSTALADOS E A INSTALAR, DE UMA MINORIA PODEROSA EM FAVOR DA QUAL A GOVERNANÇA É REALIZADA, COM SATISFAÇÃO MÍNIMA DOS INTERESSES DOS PACÓVIOS, APENAS O SUFICIENTE PARA MANTER A ILUSÃO, NA CABECINHA DOS PACÓVIOS, DE QUE O GOVERNO É UM GOVERNO DO POVO, PARA O POVO E PELO POVO.

É COMO DIZ O JARDIM: «ELES LÁ NO CONTINENTE COMEM E CALAM...»

terça-feira, julho 01, 2008

UM POVO SEM COLHÕES!

Disse o Prof. Marcelo que o Ministro da Agricultura é uma nulidade! Um incompetente!

Tal conclusão é absolutamente inadmissível.

Na verdade, não se compreende como alguém que sempre se pautou pela análise inteligente, pela argúcia do seu pensamento, cometa um deslize desta dimensão.

É que toda a gente sabe que o Manelinho Pinho é uma nulidade ainda maior!

O camelo (o gajo do "deserto") é outro que tal!

A da educação (até a palavra "educação" soa mal quando associada a esta senhora) é outra!

E por aí fora...

E já toda a gente percebeu a grande nulidade que é o próprio governo, todo ele, inteirinho!

E não só!

Rezam as estatísticas europeias que somos os ou dos primeiros nos aspectos negativos e simultâneamente somos os ou dos últimos nos aspectos positivos.

Pelo que o país é, também ele, uma verdadeira e suprema nulidade!

Ou seja, na verdade, somos todos bons rapazes e raparigas, mas não produzimos os efeitos próprios de um povo com colhões!

quarta-feira, abril 02, 2008

FILHOS DA PUTATIVA SOMOS QUASE TODOS NÓS

Disseram-me isto:

Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.

E mais isto, que já se sabia:

" Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."
Guerra Junqueiro escrito em 1886


É apenas a ponta do iceberg do universo português, que tem, CADA VEZ MAIS ACENTUADAMENTE, dois e apenas DOIS tipos de cidadãos:

- Os FILHOS DA MÃE e

- Os FILHOS DA PUTATIVA!

quarta-feira, janeiro 30, 2008

A BASTONADA

- Ó senhor bastoneiro da desordem... como é que eu lhe hei-de dizer isto... olhe... tiro-lhe o chapéu nessa coisa da corrupção!
- Pois...
- É preciso ter tomates, homem!
- Pois...
- Olhe que você tem-nos mesmo no sítio e...
- Já chega! Já chega!! F#*@&"+
- Ó senhor bastoneiro, ó senhor bastoneiro... Olhe! Venha cá! Não se vá embora...

quarta-feira, janeiro 23, 2008

O BASTONEIRO

- Ó senhor bastoneiro da desordem, o que acha que deve ser feito para acabar com a morosidade processual nos tribunais?

- Olhe, num país como este, em que os tipos utilizam adjectivos como "asnático" e falam, falam e não os vejo a fazer nada, pá, os gajos deviam ser pagos à peça!

- À peça?

-À peça!! "Recebes um tanto por cada sentença e mai nada!".

- Ó senhor bastoneiro da desordem, mas esse é o método tailorista aplicado às fábricas de chouriços!

- Atão, pois é... e depois?

- Acha que essa sua posição se coaduna com os direitos dos cidadãos a uma decisão judicial ponderada e célere?

- O quê?! De qué que tá a falar?

- Olhe lá: E se assumisse também o senhor bastoneiro da desordem que por cada causa que perdem os senhores não receberiam honorários? e por cada condenação de má fé pagavam do vosso próprio bolso? e por cada burrice que desse lugar a custas, condenados ao seu pagamento do vosso próprio bolso? e por cada...

- Já chega! JÁ CHEGA!!! f#%."*#&

- Ó senhor bastoneiro, ó senhor bastoneiro... Olhe! Venha cá! Não se vá embora...

TÍTERES

Homens com verdadeiro sentido de Estado e visão política (que não meros estados de espírito) não existem na nossa sociedade.
Mas esse nem é o pior aspecto da actual situação.
Pior é saber-se que, cada vez mais, os do poder e os pretendentes ao poder não existem, não são nada nem ninguem sem... as assessorias.
Seja lá do que for!
Seja lá o que isso for!
Certo é que o poder actual reside... nos assessores!
Eles, sim, ELES são o verdadeiro poder.
Os politicozecos da treta são apenas a sua longa manus.
Os animais políticos (sem ofensa, pois diz-se que o Homem é um animal político. E não fui eu que disse...) são fachada, homens de mão, testas-de-ferro de um submundo que tece as suas teias a seu bel-prazer.
Os verdadeiros políticos, se os houver, que se cuidem...

Não sei se é por isso que, por mero exemplo, as alterações legislativas últimas, em matérias várias, maxime penais, cada vez mais se assemelham a uma teia de aranha:
O mosquito é apanhado.
O moscardo perfura-a...

quinta-feira, janeiro 10, 2008

O CAMELO LATINO®

Ao contrário do Macho Latino®, o Camelo Latino® é algo efeminado, tipo: "Jamais! Jamais!®".

Progâmico!

Aliás, tal como os elefantes cor-de-rosa que por aí andam a causar estragos na coutada latina®, de cuja manada faz parte, o camelo latino® - também ele rosa - tem tendência para o disparate saltitante de nenúfar em nenúfar dos interresses instalados.

Não admira, pois, que o procaz otário engula o sapo progâmico: jamais! jamais!®

Eh, eh, eh...

terça-feira, janeiro 08, 2008

PORTUGAL COLORIDO

Desengane-se quem pensa que Portugal é um país cinzento.
Não é.
Reparem:
É verde de invejas;
É vermelho de raiva contida;
É azul do malfadado fado português;
É branco dos livros inúteis;
É laranja de incompetência;
É amarelo de medo difuso;
É violeta dos sopapos do poder instalado;
É negro de pobreza e miséria;

Bonito, não é?
...Ah!
E é rosa da cáfila controleira e liquidatária do país.

domingo, janeiro 06, 2008

GANÂNCIA, ARROGÂNCIA E PODER

Pois é: A arrogância do fulano é crescente.

O poder absoluto, o poder déspota de exercício impune, induz não só uma crescente postura de arrogância, prepotência, como também de ganância crescente de poder.

E não é um poder de exercício, ao menos !, inscrito nos valores e no respeito pelos valores de uma sociedade solidária e justa.

É a arrogância da lógica do poder e da manutenção do poder a qualquer custo, a lógica do manipulador, do maior da rua dele, porque simplesmente na rua dele não há ninguém que lhe faça frente.

Uma arrogância assim só existe porque os da rua dele estão preocupados (e ocupados) apenas em substituí-lo... na arrogância. No poder.

Ou será mesmo incapacidade?

Ou lama do mesmo atoleiro?

Ou caca da mesma bosta?

Portugal precisa de alguém que crie e permita que sejam criadas as condições de bem-estar social de que este povo carece e, certamente, merece; as condições de liberdade e responsabilidade na actividade económica, num plano de concorrência leal.

Em liberdade!

Portugal não precisa de mentirosos compulsivos, não precisa de chicos-espertos, finórios engravatados cujo hipotético sentido de Estado passa pelos interesses mais escusos, obscuros e doentios.

Portugal está cada vez mais parecido com uma prisão, o Governo cada vez mais parecido com uma direcção-geral de serviços prisionais e o primeiro-ministro cada vez mais um carcereiro!

E se não for apeado entretanto, será mesmo o seu carrasco...

MEDO? SEREMOS MESMO UMA CAMBADA DE CARNEIROS?

"Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo o importante não está aí.
O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições.
Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação.
No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo.
O primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra a autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.
Temos de reconhecer: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos.
A passividade de tanta gente.
Será anestesia?
Resignação?
Acordo?
Só se for medo..."

António Barreto in Público de Domingo 6 de Janeiro de 2008.

(a relevância rosa é nossa)

segunda-feira, dezembro 17, 2007

O FIAT 600

- Bom dia senhor ministro primeiro, bem-vindo à nossa reunião semanal.
- Gudemórningue senhor presidente, bom dia... desculpe... sabe, ainda não me habituei...
- Acho-o um pouco... o senhor ministro primeiro está bem de saúde?
- Sim, sim... a saúde não me preocupa. Eu sou um maratonista... superior... excelso e...
- Pois, sim, sim...
-...mas... sinto-me perdido, sabe...
- Então, então, meu caro amigo, é a vida...
- Isso é o que dizia o outro... e veja no que deu...
- Pois. Habitue-se! Olhe para mim! Eu! Presidente de um país... de um país de pobres!
- Senhor presidente, olhe que o meu caso é mais grave, se me permite: Ele era merkls, ele era sarkozys, ele era kadafis, ele era putins, ele era bushs, ele era tudo! tudo...
-Bom, mas nada mudou.
- Ai não?! Ai não!? Eu, excelso, superior, supremo, EU! metido nisto... Agora, ele é santanas e menezinhos, portas, jerónimos e louçãs, para já não falar em manelinhos alegres... sufoco! Sufoco! SUFOCO!!!
- Então... então... é a vida... (ó mariazinha, depressa, telefona aí pró júlio de matos e pede para trazerem um daqueles coletes brancos. Depressa, antes que ele rebente de tanto não se conter em si!).

quarta-feira, dezembro 12, 2007

A IMPORTÂNCIA DO CÓDIGO

- Eu sou excepcional, pá! Ó' pra mim a conduzir tão bem!
- Na verdade, Zé, tu és o maior! Que magnífica condução!
- É verdade Zé... o Tosco tem razão. E olhem que o carrito nem sequer é um ferrari...
- Na verdade, eu conduzo muito bem! Eu sou um verdadeiro Juan Manuel Fangio!
- Ó Zé... reparo agora que os passageiros parecem enjoados, pelo menos a maior parte deles...
- Será da tua condução?
- Da minha condução? DA MINHA CONDUÇÃO!??? EU CONDUZO MAGNIFICAMENTE!!! EU SOU O MAIOR!!! Não fosse o Mourinho roubar-me a deixa, eu seria mesmo o special one!
- Claro! Claro, Zé!
- Aliás, pergunta aí aos gajos se estão enjoados.
- Olhe lá ó... ó... passageiro: 'tá enjoado?
- ... um bocadito...
- E pergunta-lhe se é da minha condução, Pereirinha.
- É da condução de Sua Excelência O Condutor?
- ...é-é-é-...
- É, pá! É! Ele diz que é!!
- Da minha condução? DA MINHA CONDUÇÃO? Eu, que conduzo a Europa!? Eu, que conduzo o Mundo!? Eu que conduzo o Planeta!? Eu, que conduzo o UNIVERSO!!!???
- Da condução dele? Ele que conduz a Europa? Ele, que con...
- Chega! Chega, Pereirinha, pergunta-lhe de um vez o que é que tem a minha condução de errado!
- O que é que a condução de Sua Excelência O Condutor tem de errado? Hem? Hem?
-...n-n-n-nada...
- Nada?! Ah! Bom!!
- A... a... a condução n-não tem n-nada de e-errado... a rua é que é de sentido proibido...

terça-feira, outubro 23, 2007

AS VERGONHAS DE FORA...

— Eu... eu tenho vergonha. Muita vergonha.
— Bom... senhor presidente... também não é caso para tanto, vamos lá...
— Na verdade, ser presidente de um país de pobres não é lá grande coisa, sabe... Não é o que sonhei para mim senhor ministro primeiro.
— Bem... não podemos fazer outra coisa, senhor presidente... bem vê... o défice, não é verdade... o senhor, que é economista, concerteza não só compreende como também subscreve a solução.
— Bem... o meu maior problema é a vergonha que sinto por ser presidente de um país de pobres. Sabe, ainda pensei ficar indignado, verdadeiramente indignado com a pobreza e o empobrecimento dos Portugueses, mas depois... percebi que a indignação pressupõe uma certa proactividade que iria pôr em causa o nosso esforço comum...
— Muito obrigado senhor presidente...
— ... e foi então que percebi que o mais importante é a vergonha de ser presidente de... de... de pobres, enfim...
— Ora, ora, senhor presidente, bem... o importante, como sabemos, é o défice! O défice e a manutenção dos baixos salários e rendimentos dos cidadãos.
— É verdade, é verdade... que vergonha... que vergonha...

terça-feira, outubro 16, 2007

O PICEC

Para o caso de ainda não terem reparado, tomem nota de que estamos num Processo de Empobrecimento Colectivo Em Curso.
E para o caso de ninguém conseguir travar, a tempo, a besta-desgovernada-mas-de-esgar-odioso-com-pretensão-a-sorriso-para-quem-as-manifestações-públicas-de-oposição-à-besta-desgovernada-são-uma-festa-da-democracia, vislumbro que o Processo de Empobrecimento Colectivo Em Curso se venha a transformar em Processo de Indigência Colectiva Em Curso.
Exactamente: Um verdadeiro PICEC!
Claro que há excepções.
Há quem ande a tratar da vidinha...
Da sua vidinha.
À custa da nossa...
E da dos nossos filhos...